Vera Rosa, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2013 | 02h04

 

A escolha da presidente Dilma Rousseff para a vaga do STF foi marcada por idas e vindas e escancarou o seu estilo. Depois de muitas dúvidas, a indicação de Luís Roberto Barroso passou pelo crivo do ex-presidente Lula, que ontem tomou café da manhã com ela, no Palácio da Alvorada, e pôs fim a uma novela que se arrastava há seis meses. No início de abril, Dilma havia optado por outro nome para a cadeira de Carlos Ayres Britto. Tratava-se do tributarista Heleno Torres, professor da USP que tinha o apoio de Ricardo Lewandowski, revisor do mensalão, e do advogado-geral da União, Luiz Inácio Addams. Mas o "vazamento" do encontro que ela teve com Torres e com o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça), em 4 de abril, deixou-a furiosa. A partir daí, Torres caiu em desgraça.

A presidente começou nova procura. Entraram na lista Luiz Edson Fachin e Eugênio Aragão. Paranaense, Fachin contava com a simpatia da chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, mas foi vetado por alas petistas. Dilma promoveu sabatinas com alguns dos indicados. Pouco antes do anúncio de Barroso, autoridades do Judiciário chegaram a ser informadas por integrantes do governo sobre a escolha de Fachin. É o estilo Dilma de despistar.

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