O centro nervoso dos atos de junho

Uma sequência de passeatas de protesto – contra o aumento das tarifas de transporte, a má qualidade dos serviços públicos e a corrupção na política – tomou as ruas de São Paulo nos primeiros dias de junho do ano passado. Inspiradas principalmente pelo Movimento Passe Livre, que se insurgia contra o aumento de R$ 3 para R$ 3,20 nas passagens do transporte público, multidões lotaram as ruas da capital, com faixas e palavras de ordem. 

O Estado de S. Paulo

04 de julho de 2014 | 22h41

Iniciados no dia 6 daquele mês, esses protestos se repetiram nos dias seguintes. A reação violenta da tropa de choque da Polícia Militar na Rua da Consolação, na região central, aos manifestantes que partiram do Teatro Municipal em direção à Avenida Paulista no dia 13, uma quinta-feira, teve efeito contrário ao esperado pelas autoridades: deu mais força ao movimento. 

No conflito, além de integrantes do protesto, ficaram feridos jornalistas e repórteres fotográficos que foram atingidos por balas de borracha. A resposta veio na segunda-feira seguinte, dia 17. Concentrada inicialmente no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste, a manifestação teve a adesão de milhares de pessoas até então não envolvidas nos protestos. O fenômeno espalhou-se pelo País. O clima e a situação dos políticos já não eram mais os mesmos. 

Tudo o que sabemos sobre:
Eleiçõesgovernos-chaveSão Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.