Reprodução/Instagram
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Câmara de SP tem recorde de mulheres eleitas; entre as mais votadas, a transexual Erika Hilton

Serão 13 representantes na próxima legislatura ou 23% do total de vagas; em 2016 foram 11 eleitas

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo

16 de novembro de 2020 | 12h23
Atualizado 16 de novembro de 2020 | 19h08

O total de mulheres eleitas vereadoras por São Paulo nesta eleição bateu recorde. De acordo com dados oficializados nesta segunda, 16, pelo Tribunal Superior Eleitoral, os paulistanos elegeram 13 candidatas - duas delas estão entre as 10 mais votadas, sendo uma transexual: Erika Hilton (PSOL).  

Nos últimos oito anos, o aumento da participação feminina no Legislativo Municipal foi de 116%. Em 2012, foram eleitas seis parlamentares e há quatro anos, o total foi de 11.

O resultado deste ano destinará 23% das 55 cadeiras a mulheres. Na comparação com a atual composição, o ganho é ainda maior, já que atualmente são 8 exercendo o mandato. A diferença se dá porque uma foi eleita deputada federal em 2018, uma se licenciou do cargo para disputar a reeleição e outra deixou o cargo para virar secretária municipal.

A partir de janeiro de 2021, a lista de mulheres novas na Câmara também será alta. Das 13 eleitas, apenas cinco renovaram seus mandatos. As demais vão estrear na Casa, que também terá mais diversidade no ano que vem, com cinco negros eleitos (entre homens e mulheres).

Na divisão por bancadas, o partido mais 'feminino' na Câmara será o PSOL, que elegeu 4 mulheres de um total de 6 parlamentares. Percentualmente, no entanto, o NOVO só obteve duas vagas, mas as duas conquistadas por mulheres: Janaína Lima (reeleita) e Cris Monteiro.

Na lista de mulheres vencedoras desta eleição, estão ainda representantes de dois coletivos, ambos do PSOL: Silvia Andrea Ferraro, da Bancada Feminista, e Elaine Cristina Mineiro, do Quilombo Periférico. Confira a lista completa:

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