Novos partidos não empolgam deputados paulistas

Solidariedade, do deputado Paulinho da Força, só atraiu um deputado estadual em São Paulo e o PROS, nenhum

Pedro Venceslau - O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2013 | 02h15

Apesar do sucesso que fez em Brasília, o Solidariedade, partido criado pelo deputado Paulinho da Força, só conseguiu "roubar" um deputado estadual em São Paulo. Até a conclusão dessa edição, quatro deputados estaduais paulistas haviam trocado de partido.

A única conquista do Solidariedade em São Paulo foi o deputado Luiz Carlos Gondim, que deixou o PPS. "Eles me ofereceram mais assistência. Por isso decidi mudar", explica Gondim. Questionado sobre qual tipo de assistência, ele afirmou que receberá da nova sigla "materiais educativos". "Achei esse nome, Solidariedade, a minha casa", afirma.

O PSB perdeu dois: Luciano Batista, para o PTB, e Marcos Neves, para o PV. Eleito pelo PDT, Rogério Nogueira mudou-se para o DEM. Curiosamente, nenhum dos partidos que perdeu vagas na Assembleia manifestou interesse em retomar o mandato na Justiça.

Também recém-criado, o PROS não conseguiu atrair nenhum deputado no Estado. "Fizemos várias tratativas, mas não veio ninguém", revela João Araújo, presidente da sigla em São Paulo. "Mas temos mais 30 dias de janela para quem quiser mudar de partido e não planeja disputar em 2014", conclui o dirigente. Entre os políticos sem mandato, o troca-troca foi mais intenso. "Teremos três vezes mais candidatos em 2014 do que tivemos em 2010", revela o deputado estadual Baleia Rossi, presidente do PMDB paulista.

Impulsionado pela candidatura do empresário Paulo Skaf ao governo, o partido atraiu quadros de outros partidos. Entre eles, o vice-prefeito de São Bernardo Campos, Frank Aguiar, que deixou o PTB. Ex-secretário de Segurança Pública de Geraldo Alckmin, Antonio Carlos Ferreira Pinto também filou-se à legenda e deve disputar vaga na Câmara ou na Assembleia.

Em compensação, os peemedebistas perderam um nome de peso na Baixada Santista: João Paulo Tavares Papa, ex-prefeito de Santos. O PSDB só perdeu o deputado federal Walter Feldman, o que já era previsto. Já o PT conseguiu tirar o ex-jogador Marcelinho Carioca do PSB.

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