Novo partido se beneficia de disputa interna no PSDB

Cenário: Julia Duailibi

O Estado de S.Paulo

18 Abril 2013 | 02h04

Enquanto a fusão PPS-PMN busca, em tese, trazer certo vigor para a oposição, o PSDB dá a sua "contribuição" e caminha na direção contrária. Não bastasse o descontentamento do grupo de José Serra com as articulações do diretório nacional para fazer o senador Aécio Neves (MG) presidente do PSDB, agora é São Paulo que surge como novo foco de problema.

Na contramão do que queria o governador Geraldo Alckmin, que busca estancar a sangria interna para evitar dificuldades na sua reeleição, um grupo de secretários de seu governo se rebelou e inviabilizou a eleição do vereador Andrea Matarazzo, aliado de Serra, a presidente do PSDB paulistano. O que estava em jogo não era o isolamento de Serra, mas o controle do partido para a eleição municipal de 2016. De qualquer modo, a derrota respingou nele, principalmente porque o seu desafeto entre os paulistas, o secretário José Aníbal (Energia), fez o novo presidente, Milton Flávio, e deverá emplacar a reeleição do presidente estadual, no dia 5. Sem apoio da estrutura partidária em São Paulo, fica mais difícil colocar em prática qualquer plano eleitoral no PSDB.

Asfixiado, Serra começa a ser encaminhado, agora por paulistas, para a porta de saída, o Mobilização Democrática. Mas, por enquanto, até seus aliados resistem a sair do PSDB. Mesmo no cenário de "crise de confiança insuperável", conforme classificou um serrista.

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