Norte lidera lista per capita de repasses

Desde 2011, cada morador do Estado do Rio de Janeiro recebeu, em média, R$ 2 de convênios federais vinculados a emendas parlamentares. No mesmo período, cada habitante de Roraima ficou com R$ 71 da mesma fonte de recursos.

O Estado de S.Paulo

13 de maio de 2013 | 02h06

Os cinco primeiros Estados do ranking per capita de repasses são da Região Norte. Além de Roraima, estão lá Acre, Rondônia, Amapá e Tocantins. São Paulo e Rio, os Estados mais populosos, aparecem em 19.º e 26.º lugar, respectivamente.

O fenômeno da distribuição desigual dos recursos é um espelho das distorções na representação das unidades da Federação no Congresso. Estados pequenos têm força desproporcional a seu tamanho, por causa dos limites mínimo (8) e máximo (70) de vagas para cada bancada. Roraima, com apenas 470 mil habitantes e oito deputados, é o Estado mais super-representado na Câmara.

No Senado, a distorção é ainda maior, pois cada Estado tem direito a três vagas, independentemente de seu tamanho.

Na média, cada morador de São Paulo recebeu R$ 6 em recursos de convênios apadrinhados por parlamentares nos últimos três anos. Os acrianos, na média, ficaram com quase dez vezes mais: R$ 55.

Terceiro maior Estado, Minas Gerais teve desempenho apenas um pouco superior ao de se vizinho maior: R$ 7 por habitante.

O Rio teve desempenho fraco em quase todos os ministérios, especialmente no do Turismo. Para os fluminenses, a pasta encaminhou apenas R$ 196 mil, menos de 0,2% do total liberado para convênios vinculados a emendas de deputados ou senadores.

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