Nomes fortes do partido podem ficar fora da disputa

Na Bahia, o ex-presidente da Petrobrás não deve concorrer ao Senado para abrir espaço para o vice-governador Otto Alencar

João Domingos / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

23 de outubro de 2013 | 02h21

Embora as decisões não estejam ainda fechadas, porque as convenções não foram realizados, em boa parte dos Estados o PT já tem ideia da oferta que fará para servir de polo de atração dos parceiros. No Rio Grande do Sul, por exemplo, a vaga de senador será ou do PTB ou do PC do B. "Temos de fortalecer nossos parceiros, porque o PDT já lançou o comunicador Lasier Martins", disse o deputado Henrique Fontana (PT-RS).

O PT poderá ceder também a vaga de senador no Acre para o PC do B, que decidiu manter o ministro Aldo Rebelo à frente do Ministério do Esporte, após pedido da presidente Dilma Rousseff para que ele não concorresse ao governo de São Paulo. Agora, os comunistas cobram a fatura. O senador Aníbal Diniz (PT) já foi lançado à reeleição, mas o PC do B exige que os petistas apoiem a deputada Perpétua Almeida para a vaga. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é simpático a essa ideia.

No Ceará, o PT defende a candidatura do líder na Câmara, José Guimarães, para a disputa ao Senado, mas o PC do B quer apoio à reeleição do senador Inácio Arruda.

Na Bahia, o PT desistiu de lançar o ex-presidente da Petrobrás José Sergio Gabrielli para o Senado. Vai apoiar Otto Alencar, do PSD, atual vice do governador Jaques Wagner (PT).

No Espírito Santo o PT deverá sacrificar a senadora Ana Rita para apoiar a eleição de Paulo Hartung, do PMDB. O próprio Lula participou das negociações para que os petistas apoiem o ex-governador capixaba.

Na Paraíba, os petistas defendem a candidatura do ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades), do PP, para o Senado. Seria uma forma de tentar tirar a força da aliança que o PSDB está montando no Estado para promover a candidatura do tucano Aécio Neves à Presidência.

Governadores. A mesma estratégia de ceder aos aliados será adotada em alguns palanques estaduais. O PT não concorrerá mais ao governo do Pará, que já foi administrado pela legenda. O partido vai apoiar Helder Barbalho (PMDB), filho do senador Jader Barbalho.

O PT desistiu também de lançar o prefeito de Goiânia, Paulo Garcia, ao governo de Goiás. Apoiará ou o ex-governador Iris Rezende ou o empresário José Batista Jr., o Júnior da Friboi.

Em Santa Catarina, para enfrentar a força da dupla Eduardo Campos-Marina Silva, do PSB, que se aliou à família do ex-senador Jorge Bornhausen, o PT poderá apoiar a reeleição do velho adversário Raimundo Colombo, ex-PFL e DEM, agora no PSD criado pelo ex-prefeito Gilberto Kassab.

No Paraná, o PT está pedindo socorro ao desafeto, o senador Roberto Requião (PMDB), para que ele entre na disputa e aumente as chances de a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil) passar para o segundo turno. O PT teme que o tucano Beto Richa se reeleja no primeiro turno.

O partido quer lançar dez candidatos a governador no ano que vem, número igual ao da eleição de 2010, que elegeu Dilma Rousseff presidente da República.

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