O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2012 | 03h03

Passada a comemoração oficial entre os militares, a presidente Dilma Rousseff deve tomar nos próximos dias uma decisão sobre um tema que provoca irritação em alguns setores da caserna. É corrente, entre representantes de organizações de defesa dos direitos humanos, que ela anunciará até o fim deste mês os nomes dos sete notáveis que farão parte da Comissão da Verdade, criada em novembro. Eles se baseiam em informações que saem de assessores de ministérios.

Também são correntes as manifestações de temor quanto ao rumo da comissão. Na avaliação de alguns observadores, isso ficará claro logo na partida, com o anúncio dos nomes. Dependendo do perfil dos indicados, a comissão poderá ter um papel mais forte na denúncia e na acusação, ou, por outro lado, penderá para um levantamento de caráter histórico sobre fatos que envolvem violações de direitos humanos no período da ditadura.

Familiares de mortos e desaparecidos preferem a primeira opção. Para isso, defendem a nomeação de ao menos um procurador do Ministério Público, escolhido entre os que já se destacaram em denúncias de crimes da ditadura. No Planalto, porém, essa indicação é vista com reservas. Dilma poderia evitar o procurador justamente para não passar aos militares a ideia de que a comissão terá caráter judicial.

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