No Twitter, Dilma rebate Aécio e diz que quer acabar com a 'Futebrax'

Presidente compara crítica de tucano - que acusou o governo de tentar criar uma 'Futebrás' - à antiga sugestão de mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax durante gestão de Fernando Henrique Cardoso

Tânia Monteiro, O Estado de S.Paulo

12 de julho de 2014 | 12h59

BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff usou seu Twitter pessoal na manhã deste sábado, 12, para rebater as críticas da oposição e defender sua proposta de reestruturação do futebol nacional. "Os que queriam transformar a Petrobrás em Petrobrax, desvirtuam, agora, nossa posição de apoiar a renovação do nosso futebol", disse Dilma, em uma de suas sete postagens. "O Brasil não quer criar a "Futebrás". Quer, sim, acabar com a Futebrax e deixar de ser um mero exportador de talentos", reiterou a presidente, respondendo ao candidato do PSDB, Aécio Neves, que afirmou que o governo quer criar a "Futebrás".

"O governo não quer comandar o futebol, pois ele não pode, nem deve ser estatal. Queremos ajudar a modernizá-lo. Contem conosco para isso", disse Dilma. Na opinião da presidente, "o futebol, que é atividade privada, precisa ter as melhores práticas da gestão privada, nas áreas comercial, financeira e futebolística". Em outra postagem em seu microblog, Dilma destaca que "somos uma das maiores economias do mundo e podemos ser uma das maiores bilheterias do futebol". E emendou: "temos um imenso talento e amor pelo futebol. Temos agora os melhores estádios. Com renovação, teremos sempre o melhor futebol do mundo". 

Na opinião da presidente, "as oportunidades devem ir das divisões de base ao nível profissional. Só assim garantiremos que jogadores de excelência fiquem no Brasil". Ela completou: "devemos ampliar oportunidades para nossos craques jogarem no Brasil, dando a eles as mesmas condições do mercado internacional".

A presidente está em Brasília, no Palácio da Alvorada, onde assiste a disputa pelo terceiro lugar da seleção brasileira contra a Holanda, depois do vexame de sete a um, contra a Alemanha, no Mineirão. Dilma não vai ao estádio Mané Garrincha, na capital federal, onde será realizado o jogo. O ministro chefe da Secretaria Geral, Gilberto Carvalho, anunciou que irá ao estádio, prestigiar os jogadores.

Um dia depois da derrota para a Alemanha, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, defendeu uma "intervenção indireta" no futebol. A proposta foi muito criticada por vários setores, inclusive a oposição e o ministro recuou nas suas declarações, dizendo que o governo "não vai fazer nenhuma intervenção". 

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