No Senado, base também enfrenta deslocamentos

Cristovam Buarque (PDT) e Jarbas Vasconcelos (PMBD) se alinham pouco ao governo

O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2012 | 03h06

No Senado, incorporado ao Basômetro ontem, Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Cristovam Buarque (PDT-DF) se destacam por votar mais contra o governo Dilma Rousseff que a favor dele. Tanto o PMDB quanto o PDT integram a base aliada do governo.

Jarbas seguiu a orientação do líder do governo na Casa, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), em apenas 39% das votações, enquanto a média de seu partido foi de 86%. Já Cristovam Buarque tem uma taxa de governismo de 37%, igual a do PSDB, partido mais oposicionista do Senado.

Ambos os senadores também são considerados "independentes" nos seus partidos e são alvos de siglas da oposição em busca de apoio. Jarbas Vasconcelos já manifestou em público seu desacordo com o PMDB e costuma criticar o que chama de "comportamento fisiológico" de seus correligionários. Tanto que nas eleições presidenciais de 2010 apoiou o candidato tucano José Serra.

Jarbas já foi governador de Pernambuco e tentou voltar ao cargo em 2010. Ele contou com o apoio do PSDB, mas foi derrotado pelo aliado de Lula, Eduardo Campos (PSB).

Cristovam Buarque, que foi ministro da Educação no primeiro governo Lula, deixou o posto após ser demitido por telefone pelo então presidente em 2004. No ano seguinte, trocou o PT pelo PDT. O senador costuma ser incluído entre o grupo de "descontentes" da base de Dilma.

Já no lado da oposição, o destaque é o senador Clovis Fecury (DEM-MA), que votou com o governo em quase 80% das vezes - o dobro da média de seu partido. / A.R.

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