Dida Sampaio/ Estadão
Dida Sampaio/ Estadão

No Rio, Romário escala Mercês para Fazenda e vai conversar com General Heleno

Senador foi oficializado na disputa pelo governo do Rio de Janeiro na convenção do Podemos neste sábado

Denise Luna, O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2018 | 13h03

RIO - Um dia depois de fechar com o deputado federal pelo PR e ex-PM Marcelo Delaroli para o cargo de vice-governador nas eleições 2018, o candidato do Podemos ao governo do Estado do Rio de Janeiro, o senador Romário anunciou que já escalou para a secretaria de Fazenda o economista licenciado da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) Guilherme Mercês. A candidatura de Romário foi oficalizada hoje durante convenção do partido.

"Estou montando a minha seleção. A gente vai formar a melhor seleção para tirar o Rio da lama", disse após ser confirmado na disputa na manhã deste sábado pela convenção do partido. Senador desde 2014, Romário entrou para a política em 2010 como deputado federal.

Ele contou que já tinha começado uma conversa há uns dois meses com Delaroli. "De verdade, eu estava querendo muito o Marcelo pelo seu histórico, pela experiência na política, a segurança está na pauta do Rio, e ter um vice como Delaroli tem pra mim uma importância e um significado muito grande", disse, não descartando a atuação do companheiro de chapa na secretaria de Segurança do estado.

"Se a gente chegar à conclusão, e ele mesmo entender que é bom para o Estado, por que não? Mas hoje ele é o vice-governador e uma pessoa que eu tenho confiança muito grande nessa área (Segurança)", completou.

Segundo Romário, a segurança é a principal pauta para o Estado e disse que já decidiu acabar com as UPPs, programa implantado pelo governo do MDB.

Daloroli é deputado federal por Maricá, município do Rio que foi alvo de ofensas do ex-prefeito do Rio Eduardo Paes, em um telefonema com o ex-presidente Lula e que foi grampeado. Delaroli chegou a ser cortejado pelo também candidato ao governo do Rio Eduardo Paes (DEM), segundo colocado nas pesquisas eleitorais, atrás apenas de Romário. Em seu discurso na convenção de hoje, Dalalori fez várias referências ao governo atual do Rio, comandado pelo MDB, antigo partido de Eduardo Paes e que apoia sua candidatura.

"Eles acham que podem comprar todo mundo, fizeram pressão de tudo quanto é lado mas estamos aqui", disse. "A cidade de Maricá foi achincalhada pelo prefeito, mas é um das cidades que mais recebe royalties (de petróleo) no País. "Não dá para pessoas de bem ficarem perto da quadrilha que quebrou o Rio de Janeiro", afirmou.

Antes de avaliar se o vice poderá também ser secretário, Romário informou que vai conversar com o general Augusto Heleno para o cargo, apesar do envolvimento do militar na campanha presidencial de Jair Bolsonaro.

"Vou ter uma conversa com o general Augusto Heleno, semana que vem em Brasília, pra entender dele o que ele acha do Rio de Janeiro, o que ele pensa para o seu futuro; dependendo, posso até fazer um convite a ele para que seja meu secretário de Segurança", disse o ex-jogador, que também já costura nomes para Saúde, Cultura e Educação.

Ele descartou aceitar indicações puramente políticas para as secretarias do Estado, e que só vai aceitar nomes por meritocracia. "Nomes que tenham histórico de gestores, pessoas capacitadas. A gente não aceitará indicação só por ser político", afirmou.

Questionado por apoios concedidos em eleições passadas, Romário ironizou e disse que tem muito a agradecer a todos esses políticos, por terem feito ele aceitar ser candidato a governo do Rio. "Apoiei Eduardo Paes, apoiei Crivella, apoiei Pezão e tenho que agradecer a eles, eles hoje são minha inspiração para eu ser candidato a governo do Rio, por eles não terem feito nada que se comprometerem comigo", disparou.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.