Fábio Motta|Estadão
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No Rio, Freixo (PSOL) aceita diálogo com Eduardo Paes (DEM), caso ele se posicione contra Bolsonaro

Deputado federal eleito diz que conversará com seu rival histórico e que disputa o segundo turno na eleição estadual, caso ele se declare contra o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL)

Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

10 Outubro 2018 | 13h24

O deputado federal eleito Marcelo Freixo (PSOL), segundo mais votado no Rio com 342 mil votos, disse nesta quarta-feira, 10, que aceita conversar com o candidato a governador Eduardo Paes (DEM), seu adversário histórico, sobre um possível apoio no segundo turno caso o ex-prefeito se posicione contra a candidatutra de Jair Bolsonaro (PSL).

"Se o Eduardo Paes entender que tem compromisso com a democracia e se declarar contrário à candidatura a gente conversa. Se ele achar que vai dialogar com o fascismo...", disse Freixo. 

Segundo ele, Bolsonaro já tem candidato no Rio, o ex-juiz Wilson Witzel (PSC), vencedor do primeiro turno da disputa estadual. 

"Ele (Paes) tem que entender que o fascismo já tem candidato, é o juiz, se ele quiser ser o genérico do fascismo vai perder", afirmou o deputado eleito. 

Freixo e Paes são adversários desde que o deputado do PSOL perdeu a disputa pela prefeitura do Rio para Paes em 2012. 

Segundo o deputado, que nessa terça, 9, participou de ato de apoio do PSOL a Fernando Haddad (PT), Paes nem precisa embarcar na candidatura petista, basta dizer que rejeita Bolsonaro. Nesta quinta, 11, o PSOL do Rio se reúne para definir a posição no segundo turno da disputa estadual. 

"Não é apoiar o Haddad, é se colocar contra o fascismo. Tem reunião do partido quinta-feira (11). Não dá para ficar em cima do muro em um lugar que não tem muro", disse Freixo. 

O presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, disse que o partido vai tomar posição semelhante no Distrito Federal. 

"Se o (Rodrigo) Rollemberg (PSB) se colocar contra (Bolsonaro) a gente conversa com ele", disse Juliano.

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