No rádio, Marta se diz vítima de preconceito

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, aproveitou o horário eleitoral de hoje para destacar a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em comício neste final de semana e reafirmar que é vítima de preconceito por ser mulher. Lula disse que a ex-prefeita "nunca foi perdoada pela elite" pelas obras que realizou para os mais pobres e pediu votos para a companheira de partido. "A fala do presidente contra o preconceito contra a mulher, o que fazem, tudo o que eu tenho que passar e suportar, foi bom para mim, me deu muita energia e eu estou muito firme", destacou Marta. As declarações sobre discriminação vêm logo após a campanha da petista ter sido duramente criticada por levantar questões pessoais sobre o prefeito de São Paulo e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM). Marta também afirmou que está pronta para virar o placar das eleições, já que aparece em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto. "São 8% que nós temos que virar. Se formos 1% por dia, a gente vira. Acho possível, acho que as pessoas estão começando a entender quem é o adversário e que campo que nós representamos: do avanço social para toda a cidade", disse.Já Kassab usou os números dos estudos para destacar sua liderança. Segundo a última pesquisa Datafolha, citada durante o horário do rádio, o atual prefeito aparece em primeiro lugar com 53%, seguido de Marta, que detém 37%. O candidato do DEM focou o programa nas propostas para o próximo mandato e reafirmou que dará prioridade à saúde e à educação. O prefeito voltou a dizer que acabou com as escolas de lata deixadas pela gestão anterior, de Marta Suplicy, e que colocou duas professoras nas salas de aula das crianças em alfabetização. Além disso, destacou a construção de mais de 200 novas escolas e prometeu dar início aos cursos técnicos nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) no ano que vem, caso seja reeleito.Polícia CivilA campanha de Marta também destacou as críticas de Lula à afirmação do governador José Serra (PSDB) de que o conflito entre as polícias Militar e Civil na capital paulista teria tido motivação eleitoral. "O governador Serra não tinha o direito de, me conhecendo como ele me conhece, acusar o PT. Eu espero que, em algum momento, ele peça desculpas por essa heresia que falou", afirmou Lula durante o comício.

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