No rádio, Marta acusa Kassab de se apropriar de obras do PAC

Petista diz que prefeito assumiu a autoria de obras de Serra e Alckmin e faz o mesmo com investimentos federais

Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br,

29 de agosto de 2008 | 09h16

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy (PT), aproveitou o horário eleitoral do rádio desta sexta-feira para acusar o prefeito e candidato à reeleição Gilberto Kassab (DEM) de se apropriar das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "Depois de pegar obras do Serra e do Alckmin, com que está brigado, e dizer que são suas, agora o prefeito está fazendo o mesmo com as obras do governo federal", afirma o locutor. Segundo o programa da ex-ministra de Lula, Kassab estaria assumindo a autoria de projetos de habitação e urbanização na capital paulista que integram o PAC. "Fique ligado, vem mais cascata por ai", ironiza o narrador, referindo-se ao prefeito.   Veja também: Veja a íntegra da última pesquisa  Multimídia: Perfil dos candidatos  Guia tira dúvidas do eleitor    Marta também afirmou que o trânsito e o transporte público são problemas críticos da cidade. A candidata voltou a colar sua imagem na do presidente e disse que sua proposta para o Metrô já foi aprovada por Lula. A petista também lembrou do bilhete único, implantado durante a sua gestão. A candidata ressaltou ainda a "sabedoria de mãe e sensibilidade de mulher" e prometeu construir novas creches na zona oeste.   Kassab também não deixou por menos e voltou a atacar a petista, afirmando que seria possível preencher um grande livro com todas as promessas da ex-prefeita e que ela demoraria 20 anos para cumpri-las. O prefeito também rebateu o argumento de Marta de que pegou a prefeitura quebrada e que por isso não pôde realizar mais obras. "A prefeitura só tem dinheiro agora porque o Serra e o Kassab mudaram o jeito de administrar", afirma o locutor, que cita ainda o fim da taxa do lixo e o uso do dinheiro público com planejamento.   Durante o programa, o prefeito destacou também a sua "coragem" para fechar lojas que funcionavam sem alvará e postos que vendiam gasolina adulterada.   O candidato da coligação "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC), Geraldo Alckmin, manteve um programa sem ataques a adversários e destacou suas propostas para o trânsito, o desemprego e a saúde. O ex-governador prometeu a construção de cinco laboratórios de análises clinicas e disse que a saúde será prioridade em seu governo. Alckmin também propôs mais escolas técnicas para qualificar jovens para o mercado de trabalho e disse que irá priorizar os bairros mais afastados da capital. Sobre o trânsito, afirmou que investirá no transporte coletivo de  qualidade e construirá corredores de ônibus mais modernos.   Paulo Maluf, candidato do PP, propôs a volta do Plano de Atendimento à Saúde (PAS), que no seu governo oferecia "ambulância, helicóptero e medicamentos" à população. O candidato também prometeu tratamento odontológico gratuito. Já a candidata do PPS, Soninha Francine, afirmou que é preciso melhorar a integração entre todos os meios de transporte.   O candidato Edmilson Costa afirmou que a cidade foi privatizada para dar lucro às empresas de ônibus e às multinacionais dos automóveis. A primeira medida que ele adotará, se eleito, será municipalizar o transporte público de São Paulo e reduzir o preço das passagens de ônibus até atingir a tarifa zero. Já Levy Fidélix, do PRTB, voltou a afirmar que criará um banco central municipal, o Banco Poupança.   Ivan Valente, da coligação "Alternativa de Esquerda para São Paulo" (PSOL-PSTU), usou um jingle para convocar a população a participar de sua campanha e da vida política. "Onde vai Valente, vou para a linha de frente", diz a música. Já Renato Reichmann (PMN) falou sobre as más condições de trabalho e transporte dos motoristas e passageiros de ônibus. Disse ainda que as rotas são muito rentáveis às empresas, mas não são as melhores para a população.   Já Ciro Moura, candidato da coligação "Tostão contra o Milhão" (PTC-PTdoB), disse ser formado pela "boa escola pública", que não "dava diploma a analfabetos". Como forma de melhorar a educação, ele propôs a escola de livre escolha, na qual o aluno escolhe a instituição particular em que quer estudar e a prefeitura paga a mensalidade. Com o dinheiro que seria usado para construir novas escolas, a prefeitura pagaria a conta.

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