No rádio, Dilma destaca pesquisas e Aécio fala em 'libertar' o País

No rádio, Dilma destaca pesquisas e Aécio fala em 'libertar' o País

No último dia de horário eleitoral, petista tenta associar tucano a 'salto no escuro' e adversário repete discurso pela 'mudança'

Lilian Venturini e Stefânia Akel, O Estado de S. Paulo

24 de outubro de 2014 | 09h29

Atualizado às 12h50

São Paulo - No último dia de horário eleitoral, os candidatos à Presidência fizeram os apelos finais aos eleitores. No programa de rádio da manhã desta sexta-feira, 24, a campanha da presidente Dilma Rousseff (PT) destacou as recentes pesquisas de intenção de voto e manteve o discurso do medo contra um eventual governo adversário. O candidato Aécio Neves (PSDB) procurou reforçar a ideia de "mudança segura" pela "libertação do Brasil".

A exemplo dos programas dos dois últimos dias, as duas campanhas exploraram a participação de artistas e declarações de apoio aos candidatos. A propaganda petista mencionou no início e no final do programa as pesquisas de intenção de voto divulgadas nessa quinta-feira, que mostraram a presidente à frente do tucano. "Dilma disparou nas pesquisas", dizia um locutor.

No decorrer dos 10 minutos do horário eleitoral, a campanha de Dilma insistiu na estratégia de comparar os governos do PT e do PSDB. Durante a apresentação de ações e propostas da atual administração, o programa petista procurava associar o adversário à sensação de insegurança. "Você não quer trocar tudo isso que está dando certo por um projeto duvidoso, vai?", disse um dos locutores. "O Brasil não quer dar um salto no escuro", afirmou em seguida.

Após falas da cantora Negra Li e do rapper Emicida, a campanha apresentou programas dedicados ao público jovem, como o Pronatec e o ProUni. Também foi repetida a declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que afirma que "direitos e as conquistas dos trabalhadores" estão "sob ameaça".

Dilma encerrou a propaganda com um discurso mais emotivo, falando de um Brasil "do amor, da esperança e da união". Mencionou seu compromisso com o trabalhador, com as mulheres e jovens. "Conto com seu voto. Um beijo", finalizou.

Aécio Neves. O programa tucano exibido às 7h começou com um agradecimento aos eleitores. Na versão do meio-dia, um locutor destacou o resultado de uma pesquisa elaborada pelo Instituto Veritá, encomendada pelo jornal Hoje em Dia, divulgada na terça, 21, que colocava o tucano à frente de Dilma.

Ao longo do programa, por duas vezes Aécio falou sobre um desejo de "libertação" dos brasileiros, acompanhado de expressões como "decência", "verdade", "eficiência" e "mudança". O candidato novamente comparou a atual eleição ao fim da ditadura e relembrou o vínculo com seu avô, Tancredo Neves. "Há 30 anos, os brasileiros se uniram em torno do meu avô, o presidente Tancredo Neves, para vencer a ditadura e gritaram 'muda Brasil'", afirmou.

A maior parte do programa, porém, foi dedicada a depoimentos. Os apoios da ex-candidata Marina Silva (PSB) e de Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos, foram reapresentados. "Aécio assinou publicamente compromissos com o povo brasileiro. Com esses compromissos, ele acende uma luz na campanha eleitoral", disse Marina. Famosos como o ex-jogador de vôlei Giovani, os cantores Leonardo, Zezé di Camargo, Wanessa Camargo e a atriz Rosamaria Murtinho também expressaram apoio, além de nomes do futebol como Zico, Ronaldo Fenômeno e Dadá Maravilha. Na versão do meio-dia, apareceu ainda o apoio do jogador Neymar, que declarou voto em Aécio nesta semana.

"Nesta eleição, estou vendo o jogo mais sujo que já vi na minha vida", disse o deputado Romário (PSB-RJ), senador eleito pelo PSB. Políticos como o senador eleito por São Paulo, José Serra, e o prefeito de Salvador, Antônio Carlos Magalhães Neto, também se manifestaram, além de familiares do tucano.

Durante o horário eleitoral, a propaganda tucana voltou a atacar a campanha petista, definida como uma "campanha de mentira e de ódio". Coube a um comentarista político, apresentado como César Reis, fazer as críticas mais duras ao atual governo. "Nos últimos quatro anos, temos reclamado da arrogância do PT, da incompetência do governo Dilma", afirmou. "Chegou a hora de passar a régua", complementou.

Aécio encerrou a propaganda com um "muito obrigado". "Falta muito pouco tempo para a libertação do Brasil", finalizou.

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