No rádio, Alckmin tenta decolar com passado de governador

Faltando menos de um mês para a eleição, tucano muda tom da campanha e ressalta experiência do antigo cargo

Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br,

12 de setembro de 2008 | 10h11

Após trocar de marqueteiro faltando menos de um mês para a eleição, o candidato à Prefeitura de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) mudou levemente o tom de sua campanha no rádio. O foco nas propostas e a distância das críticas aos adversários foram mantidos, mas a experiência do candidato como governador ganhou destaque. "Como governador, enfrentei o crime organizado", afirmou o tucano, que focou o programa desta sexta na segurança. "Com minha experiência, já sei o que deve ser feito. Vamos aumentar para 10 mil homens (o efetivo da Guarda Civil Metropolitana)". O candidato também prometeu melhor treinamento aos guardas, além de novos equipamentos e viaturas. Na última quarta-feira, o publicitário Lucas Pacheco foi substituído por Raul Cruz Lima no comando da campanha tucana.  Veja também:Especial: Perfil dos candidatosMarqueteiro de Alckmin deixa campanha de tucano à PrefeituraAlckmistas pedem expulsão de aliados de KassabMarta arrecadou R$ 4,63 mi; Alckmin, R$ 4,17 miBlog: propostas dos candidatos de São Paulo na sabatina do 'Grupo Estado'Veja gráfico com a última pesquisa Ibope/Estado/TV GloboVereador digital: Conheça os candidatos à Câmara de SP Tire suas dúvidas sobre as eleições de outubro Marta Suplicy (PT) também destacou propostas para a área da segurança. A candidata afirmou que o prefeito não pode se omitir, "como acontece agora", sob o pretexto de que a área é responsabilidade do governo do Estado. A candidata prometeu recriar a Secretaria Municipal de Segurança, recuperar a Guarda Civil e implantar o Observatório de Segurança, um sistema eletrônico que vigiaria as áreas mais violentas da cidade. No quadro "Cascatas do Kassab", a petista afirmou que as Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) - as quais o atual prefeito diz que está construindo - são, na realidade, obras do governo do Estado e serão gerenciadas pelo Centro Paula Souza, também ligado ao Estado.  O atual prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), voltou a chamar a adversária petista de invejosa, dizendo que na última eleição "ela ficou" enquanto "Kassab decolou". O candidato do DEM também destacou os programas sociais da sua gestão, como o Ação Família - que apóia famílias carentes - e o Mãe Paulistana, que atende gestante do Sistema Único de Saúde (SUS). O ex-governador Paulo Maluf (PP) destacou sua participação no debate da última quinta-feira na TV Bandeirantes e voltou a ressaltar as obras que construiu na cidade. Soninha Francine, do PPS, afirmou que é usuária do SUS e prometeu, se eleita, promover a saúde garantindo condições ambientais melhores. Levy Fidelix, do PRTB, insistiu na construção do Aerotrem. Ivan Valente, da coligação "Alternativa de Esquerda para São Paulo" (PSOL-PSTU), criticou Kassab e disse que a população sabe que a saúde vai mal. Ele prometeu acabar com as filas nos postos e descentralizar a administração. Edmilson Costa, do PCB, disse que seu partido é solidário com a luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Renato Reichmann, do PMN, propôs que a Guarda Civil Metropolitana atue dentro das escolas. Ciro Moura, da coligação "Tostão contra o Milhão" (PTC-PTdoB), prometeu novo plano de carreira aos funcionários públicos, além de aperfeiçoamento profissional e salário justo. Anaí Caproni, do PCO, propôs o fim do monopólio do transporte pelas grandes empresas e a estatização do setor.

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