No rádio, Alckmin poupa Marta e aponta falhas na gestão Kassab

Tucano disse que a Prefeitura precisa 'resolver de uma vez por todas como dar rapidez à marcação de exames'

Gisele Silva, do estadao.com.br,

22 de agosto de 2008 | 08h05

Geraldo Alckmin, o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, criticou falhas no atendimento médico da cidade nesta sexta-feira, 22. Em seu programa eleitoral de rádio, o tucano afirmou que os paulistanos "sofrem com o atendimento médico" e que a Prefeitura precisa "resolver de uma vez por todas como dar rapidez à marcação de exames". Mesmo sem citar diretamente o prefeito e seu adversário na disputa, Gilberto Kassab (DEM), as críticas se dirigiram à atual gestão. Alckmin não fez nenhuma referência a Marta Suplicy, candidata do PT e ex-prefeita, nem a governos anteriores. O tucano apontou ainda problemas e soluções para o trânsito e tratou da geração de empregos para jovens. E voltou a colar sua imagem à do ex-governador Mário Covas.     Veja também: Kassab e Alckmin disputam paternidade de AMAs Vereador Digital: estadão.com.br traz depoimentos e perfis dos candidatos à Câmara de SP Você vai acompanhar o horário eleitoral para definir seu candidato ?  Veja a íntegra da última pesquisa  Multimídia: Perfil dos candidatos  Guia tira dúvidas do eleitor    Já o alvo de Kassab no horário eleitoral continuou sendo Marta. De um lado, o candidato do DEM se coloca como o prefeito que tudo fez na área da saúde e, do outro, afirma que a petista nada fez quando esteve no comando da Prefeitura. Kassab diz que acabou "com a falta de remédios", construiu dois hospitais porque "antes a Prefeitura não entregava nada", ressaltou como avanço a gestão da iniciativa privada nos hospitais públicos, voltou a assumir a paternidade das AMAs (Atendimento Médico Ambulatorial) e também falou do Programa Mãe Paulistana, voltado para gestantes. Desta vez, Kassab não citou o atual governador de São Paulo, José Serra.    O foco do programa de Marta foi a educação dizendo que "é um problema crônico da cidade". Em ataque direto à gestão Kassab-Serra, a petista afirmou: "Faltam vagas nas creches. Muita coisa que fiz foi piorada". Ela disse ainda que vai construir mais Centros Educacionais Unificados, os CEUs, marca registrada da sua administração quando prefeita da cidade, e que foi quem mais fez pelos que mais precisam. O programa tratou apenas da Zona leste da capital paulista. Marta prometeu ainda construir mais três hospitais e ampliar o Programa Saúde da Família.   Paulo Maluf (PP) atacou Alckmin, Marta e Kassab e disse que "gastou menos e fez muito mais" do que eles. Ciro Moura (PTC) apresentou a proposta Plus (Plano de Saúde Livre Escolha), segundo a qual consultas são feitas em consultórios privados e quem paga a conta é a Prefeitura. Sonia Francine (PPS) defendeu o "repovoamento do Centro" com todas as classes sociais. Renato Reichmann (PMN) propôs confecção de uniformes nos bairros em que se localizam as escolas. Ivan Valente (PSOL) ganhou o apoio de Plínio Arruda Sampaio no seu programa. Edmilson Costa (PCB) disse que continuará trabalhando como professor durante a campanha e questionou o que fazem os outros candidatos. Levy Fidelix (PRTB) voltou a falar do Aerotrem. E Anaí Caproni (PCO) atacou novamente os "capitalistas".   Horário eleitoral   A propaganda eleitoral termina dia 2 de outubro. No rádio é transmitida das 7 horas às 7h30 e das 12h às 12h30. Na TV é veiculada das 13h às 13h30 e das 20h30 às 21h. Kassab terá o maior tempo com 8 minutos e 44 segundos, seguido por Marta com 6 minutos e 40 segundos e Alckmin, 4 minutos e 27 segundos.   Já o candidato Paulo Maluf (PP) terá 2 minutos e 30 segundos de programa; Soninha Francine (PPS) terá 1 minuto e 46 segundos; Ciro Moura (PTC), 1 minuto e 3 segundos; Ivan Valente (PSOL), 1 minuto e 2 segundos; Levy Fidelix (PRTB), 54 segundos; Edmilson Costa (PCB), 54 segundos; Anaí Caproni (PCO), 54 segundos e 55 centésimos; e Renato Reichmann (PMN), 1 minuto e 1 segundo.   Anaí teve seu registro de candidatura indeferido pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), mas ela está recorrendo da decisão junto ao tribunal e terá tempo na TV e no rádio.

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