Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

No rádio, Alckmin diz que Dilma está 'no time' de Skaf

Propaganda eleitoral tucana procura destacar aliança entre PT e PMDB e mostra ainda Kassab como 'articulador' e Fleury como 'xerifão' da campanha adversária

Lilian Venturini, O Estado de S. Paulo

05 de setembro de 2014 | 09h04

Atualizado às 12h15

São Paulo - A campanha do governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, procurou associar a candidatura de Paulo Skaf (PMDB) à imagem da presidente Dilma Rousseff (PT), no programa eleitoral do rádio, desta sexta-feira, 5. O nome da presidente foi incluído na lista do "time do Skaf", juntamente com outros aliados do adversário, o ex-governador Luiz Antônio Fleury Filho, o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) e o deputado federal Paulo Maluf (PP).


Os novos ataques a Skaf abriram a propaganda tucana, que simulou uma narração de um jogo de futebol para apresentar o "time do Skaf". Nos últimos programas exibidos no rádio e na TV, a campanha de Alckmin já havia feito referência a aliados do adversário, mas pela primeira vez destacou o apoio do PT. "E na tribuna de honra, ela, presidente Dilma, puxando o coro dos torcedores do Skaf", diz o locutor.

Apesar de serem aliados no governo federal e na campanha presidencial, PMDB e PT têm candidatos próprios em São Paulo e Skaf procura esconder a ligação com a legenda da presidente Dilma. O candidato teme que a tradicional rejeição do eleitorado paulista ao PT atrapalhe sua campanha ao governo do Estado.

A apresentação de Dilma encerrava a escalação dos aliados feita pela propaganda tucana, que ainda ironizou as vaias recebidas pela presidente durante jogos da Copa do Mundo. Enquanto o narrador fala o nome da petista, sons de vaias podem ser ouvidos ao fundo. "Pera aí torcida, com educação, sem vaias, sem vaias", diz o locutor.

Além de Dilma, a propaganda reforça a participação de dois dos aliados na chapa de Skaf. "Olha quem está aparecendo na lateral direito: Paulo Maluf. Ele não estava suspenso?", questiona um dos locutores, em menção à decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, que nesta semana barrou a candidatura do deputado à reeleição com base na Lei da Ficha Limpa. O ex-prefeito recorreu e pode seguir fazendo campanha.

Na sequência, a propaganda voltou a lembrar a participação de Kassab, candidato ao Senado na chapa do PMDB, apresentado como o "articulador" da campanha de Skaf, e Fleury. "Mais atrás o xerifão, o veteraníssimo Fleury. Ele chega quebrando tudo. Ele quebrou São Paulo", ironiza o narrador.

Na quarta-feira, 3, em entrevista ao Estado, Kassab reclamou do tom usado pela propaganda tucana e queixou-se de agressão. Em resposta, Alckmin disse que não julgava ofensivo dizer ao eleitor "qual é o time" em que o ex-prefeito está. "Com um time desses, São Paulo vai perder de goleada", disse o locutor ao encerrar a narração. "Não é estratégia A ou B. Estamos mostrando as alianças. Simplesmente isso", disse Alckmin nesta sexta, depois de visitar um centro de tratamento de dependentes químicos no centro de São Paulo.

No horário eleitoral desta sexta, Skaf não dirigiu ataques diretos a Alckmin e focou a propaganda em suas propostas para a saúde, setor, que segundo o candidato, "está uma bagunça". Nesta semana, o candidato do PMDB atribuiu a reação tucana aos resultados das últimas pesquisas de intenção de voto, que registraram alta do seu desempenho.

O candidato do PT, Alexandre Padilha, repetiu parte das últimas propagandas em que condena a troca de agressões entre Alckmin e Skaf, e repetiu propostas para a ampliação de oferta de médicos especialistas. / Colaborou Ricardo Chapola

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