No programa de rádio, Haddad é alvo de Serra e Russomanno

Adversários do PSDB e PRB rebatem ataques feitos a propostas de campanha; petista usou espaço para comemorar crescimento em pesquisas de intenções de voto

Guilherme Waltenberg, da Agência Estado

28 de setembro de 2012 | 08h53

Os candidatos do PRB, Celso Russomanno (PRB), líder nas atuais pesquisas de intenção de voto, e o candidato do PSDB, José Serra, que aparece tecnicamente empatado com o adversário do PT nessas mostras, Fernando Haddad, usaram seus espaços na propaganda eleitoral gratuita no rádio, veiculada entre 7h e 7h30 desta sexta-feira, 28,, para criticar o petista. Já Fernando Haddad comemorou o crescimento de sua candidatura nas pesquisas eleitorais. Apesar de estar empatado tecnicamente com o adversário do PSDB, Haddad registrou crescimento de três pontos porcentuais nas pesquisas Datafolha, Ibope e Vox Populi, divulgadas nesta semana.

Mesmo sem citar o nome do petista, o programa de Russomanno, que caiu cinco pontos porcentuais na pesquisa Datafolha divulgada na quinta-feira, 27, e tem agora 30% das intenções de votos, começou com os narradores reclamando de ter de usar o tempo de propaganda para rebater críticas feitas à proposta do PRB de criar tarifa proporcional de ônibus pela qual o usuário paga de acordo com a distância percorrida.

"Tem candidato que tenta de toda maneira mudar o teor da proposta. Mas o morador de São Paulo não é bobo, não. Ele entendeu a ideia do Celso. Sabe que o valor de R$ 3 vai continuar o mesmo para quem fizer uma viagem completa na sua linha de ônibus. Está vendo, candidato, não adianta mentir para enganar o eleitor", disse o narrador, em resposta às críticas de Haddad de que esse modelo de tarifa cobraria mais de quem mora na periferia e percorre maiores distâncias entre a casa e o trabalho.

O candidato tucano escolheu a saúde para atacar Haddad. "Tem candidato dizendo que faz obra pensando nos mais pobres. Falar, ele fala, mas quando esteve na prefeitura faltava dinheiro nos postos, nas unidades de saúde. Em quatro anos, não criaram um único leito de hospital na periferia", disse um narrador, sem citar nomes.

Haddad preferiu destacar o resultado de pesquisas divulgadas nesta semana apontando seu crescimento nas intenções de voto. "Todas as pesquisas desta semana mostram. Haddad é o candidato que mais cresce em São Paulo. Ele cresce no Vox Populi, no Ibope e no Datafolha. E segue firme rumo ao segundo turno. É o Haddad acelerando na reta final", afirmou o narrador.

Gabriel Chalita, do PMDB, quarto lugar nas pesquisas, afirmou que é o candidato com maiores chances reais de vencer Russomanno no segundo turno, pois teria apoio tanto do PSDB, de José Serra, quanto do PT, de Fernando Haddad.

O programa de Soninha Francine (PPS) focou propostas para portadores de necessidades especiais. Paulinho da Força (PDT) voltou a propor eleições diretas para subprefeito e descentralização da cidade com incentivos fiscais. Carlos Giannazi, do PSOL, afirmou que os líderes nas pesquisas "vendem promessas falsas".

Eymael (PSDC) afirmou que, se eleito, irá "fazer o que tem que ser feito" em todas as áreas da cidade. Levy Fidelix (PRTB) prometeu baixar o preço da passagem de ônibus. Ana Luiza (PSTU) veiculou uma música pedindo votos. Anaí Caproni (PCO) atacou a gestão de Gilberto Kassab (PSD) e Miguel Manso (PPL) criticou Serra e Haddad.

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