No Pará, filho de Jader adota o 'já ganhou' e tucano fala em varrer 'oligarquias'

No Pará, filho de Jader adota o 'já ganhou' e tucano fala em varrer 'oligarquias'

Helder Barbalho (PMDB) e Simão Jatene (PSDB) aparecem com 50% dos votos válidos na disputa pelo governo do Estado

Fábio Brandt, enviado especial, O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2014 | 15h37

Belém - No palco de uma das disputas estaduais mais acirradas, o candidato do PSDB ao governo do Pará, Simão Jatene, alfinetou o adversário Helder Barbalho (PMDB), ao votar, neste domingo, 26, e afirmou que política das oligarquias deve ser "varrida" do país. Já seu oponente, filho do senador Jader Barbalho (PMDB), adotou o discurso do "já ganhei".

De acordo com a última pesquisa Ibope, os candidatos têm 50% dos votos válidos. No 1º turno, Helder recebeu 49,8% dos votos, ante 48,5% de Jatene.

Apesar do cenário de empate técnico, o peemedebista disse que espera ter uma "grande vitória" e falou de seu plano para os primeiros 100 dias de governo, se for eleito. Ele afirmou que pede a Deus iluminação para que "além dessa grande vitória, podermos fazer um governo de transformação".

"Temos 100 dias para mostrar para a população que já haverá mudança. Melhorias na segurança pública, trazendo paz para nossa população. Fazendo com que o serviço de saúde possa funcionar com respeito, com humanização. E, na educação, rapidamente iniciar o processo de mudança com a implementação da escola em tempo integral", afirmou Helder Barbalho.

O candidato do PSDB e atual governador votou em uma escola de Belém. "Não dá para se imaginar que a velha forma de fazer política, em que as oligarquias se acham capazes de impor, ou pelo temor ou pela compra, a sua vontade. Eu acho que isso tem que ser varrido deste país", disse.

Jatene explicou que ele não defende a destruição dos adversários. "As pessoas não. Eu acho que as pessoas têm que continuar, até para fazerem uma revisão das suas histórias e compreenderem o quanto mal já fizeram para este país, o quanto mal já fizeram para este Estado", afirmou.

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