No horário eleitoral, Marina defende Aécio de 'estratégia destrutiva'; Dilma diz que 4 anos é pouco

PT 'espalha medo e parte para ataques pessoais' afirmou a candidata derrotada. Campanha da presidente imprimiu tom de resgate da política nas ruas

Nivaldo Souza, O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2014 | 22h18

Brasília - O programa eleitoral do candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, veiculo na noite desta quarta-feira, 22, um depoimento da candidata derrotada Marina Silva (PSB), que defendeu o tucano do que chamou de "estratégia destrutiva" da campanha da petista Dilma Rousseff.

"(A campanha do PT) Espalha o medo, parte para ataques pessoais ao invés de debater projetos e soluções, porque sabe que assim evita expor a fraqueza e os erros do seu governo. Eduardo Campos (candidato do PSB que morreu antes do primeiro turno) e eu fomos vítimas dessa estratégia destrutiva e agora a mesma coisa está acontecendo com o Aécio", afirmou.

A fala de Marina foi mostrada após o tucano ter usado quase 5 dos 10 minutos do programa eleitoral para discursar contra o que chamou de ataque do PT ao "nome honrado" da sua família. "Tentam jogar na lama o meu nome honrado", afirmou Aécio. Ele desmentiu boatos de que acabaria com o Bolsa Família se eleito e que privatizaria os bancos públicos.

Numa referência a uma declaração do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que o chamou de "filhinho de papai", Aécio disse que "as mesmas pessoas que chamaram Eduardo Campos de playboy agora me atacam".

O programa do PSB voltou a veicular participação da viúva de Campos, a economista Renata Campos, defendendo Aécio. "É fundamental alguém que tenha capacidade de diálogo, que saiba juntar e que tenha capacidade de gestão", disse.

Ideias. Já o programa da presidente e candidata à reeleição Dilma Rousseff imprimiu um tom de marcha nas ruas em defesa de sua candidatura e do resgate da política nas ruas, mostrando atos de apoio a ela em São Paulo, incluindo o vídeo em que militantes do PT a recepcionam na capital paulista com o grito de "quem não pula é tucano". Lula participou de um dos atos afirmando que "eles (tucanos) tentaram fazer a juventude dizer que não gostava de política".

Dilma registrou em estúdio manifestação contra Aécio, afirmando que ele "não consegue apresentar ideias concretas". O tucano não havia apresentado proposta nos 10 minutos de seu programa, que foi transmitido antes do petista. "Ideias novas que é bom ele não tem nenhuma, só diz que vai continuar o que estou fazendo", disse.

A candidata do PT também falou que o mandato de quatro anos é pouco para concluir obras, em resposta a críticas de Aécio sobre "propostas novas" apresentadas por ela que o tucano rebate questionando "por que não fez antes?". É um argumento falso de quem quando pode não fez. Todo mundo sabe que nenhum governo consegue fazer tudo em quanto anos. Na vida tudo precisa ter continuidade, pois é a forma mais segura de avançar, melhorar e inovar", afirmou.

Tudo o que sabemos sobre:
EleiçõesDilma RousseffAécio Neves

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.