No final, emoção dos familiares

Quando o juiz André Luís Maia Tobias Granja retornou ao auditório para iniciar a leitura das sentenças dos cinco acusados, os dois filhos de Ceci Cunha, Adriana e Rodrigo, deram as mãos. Ficaram assim até o juiz proferir a primeira condenação, dada a Jadielson Barbosa da Silva. Um abraço discreto, mas emocionado, uniu os irmãos, que viram a espera de mais de 13 anos pelo julgamento dos assassinos de seus pais chegar ao fim.

MACEIÓ, O Estado de S.Paulo

20 de janeiro de 2012 | 03h07

"Muitas pessoas ainda não têm a oportunidade de ver os assassinos de membros de suas famílias sentarem no banco dos réus. É o sentimento de impunidade que gera a violência. Este caso mostra que o ciclo pode ser mudado. Lugar de bandido é na cadeia", disse Rodrigo. Os familiares mais próximos de Ceci deixaram o auditório de mãos dadas, em um cordão humano. "É para mostrar que sempre estivemos unidos em torno da busca por justiça", contou Rodrigo.

Chorando muito, o filho de Ceci Cunha agradeceu à população de Alagoas e à imprensa pelo julgamento. "Quero deixar claro que este julgamento não tem nada a ver com vingança, mas com justiça. Foram as provas que condenaram os acusados."

Irmã de Ceci, a advogada Cléia Oliveira, que atuou como assistente da promotoria no processo, também deixou o auditório bastante emocionada. "A justiça foi feita, mas nenhuma condenação vai compensar a falta que eles fazem", ponderou. / T.D.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.