No Distrito Federal, Frejat promete ônibus a R$ 1; Rollemberg diz que é demagogia

Com 14 pontos porcentuais atrás do adversário, Frejat usa como destaque da campanha a promessa de instituir tarifa mais barata

Bernardo Caram, Rafael Moraes Moura, O Estado de S. Paulo

22 de outubro de 2014 | 10h02

 Com 14 pontos porcentuais atrás de Rodrigo Rollemberg (PSB) na pesquisa Ibope de intenção de votos para o governo do Distrito Federal divulgada nessa terça-feira, 21, Jofran Frejat (PR) usa como destaque de campanha a promessa de instituir tarifa única de R$ 1,00 para ônibus. O candidato do PSB critica a proposta, que classifica como eleitoreira. Na reta final até o segundo turno, ataques pessoais entre os dois candidatos também se intensificaram.

Depois de participar de um culto em templo da igreja evangélica Sara Nossa Terra na noite de ontem em Brasília, Frejat disse que sua equipe fez avaliações que mostram ser factível a redução da tarifa. O valor atual das passagens de ônibus no DF varia de R$ 1,50 a R$ 3,00. "O governo já banca a tarifa do estudante, do idoso e do deficiente. Vai retirar um pouco do pagamento da catraca e esse pouco será pago pelo Distrito Federal", explicou.

O senador Rodrigo Rollemberg, que participou de carreata em Taguatinga, disse que a promessa de seu opositor é demagógica. "É uma proposta eleitoreira. A população é inteligente e não acredita mais nessas propostas tiradas do bolso do colete, como se fossem milagrosas", disse. 

Rollemberg afirmou que o PSB estudou o tema por um ano e meio até apresentar uma proposta para implementar o bilhete único, sistema existente em outras capitais do País que garante a cobrança de apenas uma tarifa para quem usa mais de um transporte em um período de tempo determinado. Segundo ele, o projeto pode resultar, inclusive, em tarifas mais baratas que R$ 1,00.

Para reforçar o ato de campanha da terça, o candidato do PSB estava acompanhado do deputado federal Romário, já eleito senador. Em um momento da caminhada, Rollemberg foi abordado por um pedinte. "E aí amigo, tudo bem?", disse o candidato. "Vai melhorar com 50 centavos", respondeu o homem, arrancando risadas dos militantes. Rollemberg desconversou.

Ataques. Na reta final da campanha, os candidatos têm investido em ataques pessoais para desconstruir o oponente. O horário eleitoral de televisão de Rodrigo Rollemberg tem apresentado a ficha de apoiadores de Frejat. "Gim Argello tem três inquéritos no Supremo Tribunal Federal, Valdemar Costa Neto está preso, Luiz Estevão está preso, Arruda já foi preso e é ficha suja. O que eles têm em comum? Todos apoiam o Frejat", diz o locutor.

A propaganda de Frejat, por sua vez, afirma que Rollemberg foi aliado de Agnelo Queiroz, governador do PT com alto índice de rejeição que foi derrotado nas urnas. O candidato do PR também tem afirmado que o suplente de Rollemberg no Senado foi acusado de abusar sexualmente de uma jovem de 12 anos.

Para Rollemberg, os ataques de seu oponente são uma manifestação de desespero. "Estamos há cinco dias das eleições, estamos muito à frente nas pesquisas e bateu o desespero geral. O candidato não tem propostas, as propostas que apresenta são de última hora, sem consistência e, portanto, só lhe resta o ataque", disse.

"Eu lamento muito que tenha caído para isso. Eu já disse para o Rodrigo. Ele precisa olhar para ele mesmo", afirmou Frejat, antes de repetir as afirmações sobre o suplente de Rollemberg e dizer que Renato Santana (PSD), vice de seu oponente, responde a processo na Justiça. "Se ele vai entrar nessa linha, seguramente ele sabe que tem resposta", completou.

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