No Congresso, Bezerra tenta encerrar desgaste

Em comissão mista de senadores e deputados, base governista blindará hoje ministro da Integração como estratégia para pôr fim à crise na pasta

EDUARDO BRESCIANI, ESTADÃO.COM.BR / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

12 de janeiro de 2012 | 03h04

Em um ambiente de total blindagem preparado pela base aliada, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, vai ao Congresso hoje dar explicações sobre o direcionamento político de verbas da pasta e de nepotismo. A expectativa dos governistas é que o depoimento encerre o ciclo de desgaste do ministro.

A oposição tem apenas 4 dos 25 integrantes da comissão representativa. O ministro entrou no turbilhão de denúncias após o Estado revelar que sua pasta gastou 90% dos recursos para prevenção de desastres em Pernambuco, base eleitoral de Bezerra, que tem como governador Eduardo Campos, presidente do PSB.

A utilização de brecha na legislação para manter o irmão Clementino Coelho por quase um ano à frente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf) ampliou o desgaste do ministro - assim como a designação de parentes para funções na sua pasta. O ministério destaca que os casos não estão enquadrados no decreto presidencial que proíbe o nepotismo.

"Nosso objetivo é colocar o mal à luz e oferecer informação para que a sociedade saiba o que está acontecendo e chamar o Ministério Público a tomar as medidas que os fatos exigem", resumiu o líder tucano no Senado, Álvaro Dias (PR). Para o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), as explicações do ministro já são suficientes. "É um caso que não envolve corrupção."

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