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No Amapá, cenas de prisão e dinheiro vivo na disputa pelo voto

Na totalidade de votos válidos, Góes tem 62% e Capiberibe 38%; na véspera da eleição, campanhas focam na troca de acusações

Alcinéa Cavalcante, Especial para O Estado de S. Paulo

25 de outubro de 2014 | 20h01

Com os dois candidatos aliados de Dilma Rousseff (PT), a disputa estadual no Amapá ficou concentrada em troca de acusações sobre corrupção entre o ex-governador Waldez Góes (PDT) e o atual chefe do Executivo local, Camilo Capiberibe (PSB).

Nesta última semana de campanha, os ataques mútuos deram a tônica. Em seu programa e nos comícios Capiberibe tem lembrado que Waldez, quando era governador, comandou esquema que desviou mais de R$ 170 milhões de verbas federais e foi preso pela Polícia Federal na Operação Mãos Limpas em 2010. Imagens da prisão do pedetista, aliado do senador José Sarney (PMDB-AP), são veiculadas no programa e na internet.

Por sua vez, Waldez lembra que Camilo também foi flagrado na Mãos Limpas, embora não tenha sido preso, e foi intimado em 2012 para oitiva no Superior Tribunal de Justiça, acusado de peculato e formação de quadrilha quando era deputado estadual. Investigações da PF apontavam que ele poderia estar envolvido em um esquema suspeito de aquisição de passagens aéreas para comprovar os gastos com verba indenizatória.

Trajetória. O candidato do PDT iniciou a carreira política em 1990, elegendo-se deputado estadual. Em 1998, perdeu a disputa pelo governo para João Capiberibe (PSB), pai de Camilo. Em 2002, elegeu-se governador e foi reeleito em 2006. Em abril de 2010, renunciou para disputar o Senado. Em plena campanha, foi preso na Mãos Limpas. Passou 10 dias no presídio da Papuda em Brasília e perdeu a eleição. O filho de João Capiberibe, hoje senador, e da deputada federal Janete Capiberibe, estreou na política como deputado estadual, em 2006. Em 2010, elegeu-se governador. Camilo tem apoio do senador Randolfe Rodrigues (PSOL) e do prefeito de Macapá, Clécio Vieira (PSOL). 

Ibope. Em pesquisa divulgada pelo Ibope neste sábado, Góes aparece com 62% das intenções de voto contra 38% de Camilo Capiberibe (PSB), que concorre à reeleição. Estes percentuais levam em conta apenas os votos válidos.

Quando se trata da totalidade de votos, Góes tem 55% e Capiberibe 34%. Os votos brancos e nulos somam 8%; não sabem/ não responderam totalizam 3%.

A pesquisa, registrada no TSE sob o número BR-01189/2014. foi feita entre os dias 22 e 24. O Ibope ouviu  812 eleitores. A margem de erro é de 3% para mais e para menos.

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