'Ninguém fala que homem é bravo'

Presidente aponta preconceito e relata 'escapadas'

Elder Ogliari / PORTO ALEGRE, O Estado de S.Paulo

07 de novembro de 2013 | 02h15

A presidente Dilma Rousseff disse nessa quarta-feira, 6, na entrevista à RBS, que é tratada com "um certo preconceito" desde que assumiu o cargo. "Nunca ouvi ninguém falar que um presidente homem era duro, determinado, forte, exigente e bravo", comparou. "Em determinada época, ouvi falar que estava cercada de homens meigos, eu era a mulher brava cercada de homens meigos".

Ao falar de sua vida privada, Dilma voltou a se queixar de não poder andar nas ruas por determinação da segurança presidencial, mas admitiu que, além de um passeio de motocicleta, já deu algumas escapadas. "Eu ando fugindo", revelou, ao ser lembrada por uma jornalista que a segurança vetou até uma ida a um restaurante com o ex-marido Carlos Araújo.

Bem humorada, Dilma ainda respondeu se fugia para namorar. "Não. Seria muito bom se eu tivesse fugido para isso, seria um momento de grande relaxamento. Mas não é para isso. Estou fugindo para coisa muito pequenininha". Ela contou que, desde que assumiu a presidência, não dirige o carro que tem há 11 anos e revelou que se tivesse tempo faria a carteira de motociclista. "Ainda não descartei a hipótese, agora entendo porque há tanto motoqueiro, pela grande sensação de liberdade."

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