Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

Negociação entre PDT e PSB nas eleições 2018 inclui futura fusão

Tentativa de articulação na disputa pelo Palácio do Planalto prevê debate sobre eventual união das duas siglas em 2019

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

12 Julho 2018 | 05h00

As articulações entre PSB e PDT para uma aliança na disputa presidencial das eleições 2018 incluem a discussão sobre uma eventual fusão entre as duas siglas em 2019. 

“Tem conversas sobre isso com o PSB. Muitos têm esse desejo”, disse ao Estado o presidente do PDT, Carlos Lupi. A ideia surgiu como uma forma de fortalecer a base parlamentar de Ciro Gomes em caso de vitória, mas também pode ser aplicada em caso de derrota. 

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Unidos, PSB e PDT podem superar com facilidade a cláusula de desempenho, conquistar espaços nas comissões da câmara, ampliar o tempo de TV no horário eleitoral gratuito e reforçar o caixa, com a soma dos recursos do Fundo Partidário.

“Uma eventual coligação é o começo de um caminho que vamos ter a partir do ano que vem. Naturalmente, a sopa de letrinhas que temos hoje vai diminuir. A gente não vai fazer isso só pela legislação, mas pela identificação ideológica no nosso campo”, afirmou o deputado federal Julio Delgado (PSB-MG). 

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Essa não é a primeira vez que o PSB fala em fusão. Em 2016, quando ainda estava na oposição ao governo Dilma Rousseff, a executiva da legenda fez tratativas com o PPS para uma união, mas a ideia não avançou. 

A bancada do PSB na Câmara tem 28 deputados, enquanto a do PDT soma 19 parlamentares. “A gente espera uma redução do número de partidos na Câmara a partir do ano que vem devido à dificuldade da campanha esse ano. Os pequenos partidos têm pouco dinheiro. É factível que ocorram alianças e fusões a partir do ano que vem”, avalia o cientista político Murillo Aragão, da Arko Advice. 

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Em 2013 o PPS também ensaiou uma fusão com o PMN. O novo partido já tinha até nome – Mobilização Democrática. A negociação, porém, esbarrou em diferenças de “visão de mundo”, como disse o presidente do PPS, Roberto Freire. O partido atualmente descarta se unir a outras legendas.

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