Nas ruas, militantes pedem que pastor deixe comissão

Movimentos sociais e PSOL organizam passeatas contra Marco Feliciano em capitais

BRUNO BOGHOSSIAN / SÃO PAULO, LUCIANA NUNES LEAL / RIO, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2013 | 02h07

Manifestantes protestaram ontem contra a eleição do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Em São Paulo, o movimento foi liderado por representantes de movimentos LGBT e militantes políticos do PSOL. Segundo os organizadores, a passeata reuniu 10 mil pessoas. A Polícia Militar fez uma estimativa de 800 a 1.000 presentes.

Feliciano assumiu o comando da comissão na quinta-feira, após uma sessão fechada na qual manifestantes foram impedidos de participar. Ele é evangélico e já deu declarações consideradas racistas e homofóbicas.

Os militantes pedem a saída imediata do pastor do cargo e já planejam um grande encontro em Brasília para pressionar a Câmara. "Um ser humano como esse, racista e homofóbico, não tem direito de presidir a comissão. Só vamos parar quando ele for retirado de lá", disse Bill Santos, um dos organizadores do protesto.

O ato também teve a participação de integrantes do movimento Fora Renan, que pede a renúncia do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

Os militantes se concentraram no cruzamento da Avenida Paulista com a Rua da Consolação no início da tarde, passaram pela Praça Roosevelt e pela Rua Augusta e voltaram para a Paulista, onde bloquearam uma das pistas por cerca de 15 minutos.

Redes sociais. Ontem houve protestos contra o pastor em outras 15 cidades do País - a convocação dos manifestantes foi feita pelas redes sociais. Também há petições na internet contra a escolha do pastor e a favor de Feliciano. Os contrários reuniam, até ontem, 180 mil assinaturas virtuais e os defensores do pastor, 150 mil assinaturas.

No Rio, cerca de 400 pessoas participaram do protesto contra a eleição de Feliciano, na Cinelândia. "Sou evangélica e não me sinto representada pelo Feliciano nem pelo Silas Malafaia nem por muitos outros desses pastores midiáticos", disse a produtora cultural Beatriz Pimentel.

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