'Não vamos fazer de São Paulo uma guerra santa'

Russomanno não respondeu às críticas da Igreja nem de petistas, e disse que rivais estão 'desesperados'

FAUSTO MACEDO, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2012 | 03h05

"Eu não estou disputando cargo de papa do Brasil, não tem eleição para papa, tem eleição para prefeito de São Paulo", declarou ontem o candidato do PRB à Prefeitura, Celso Russomanno, ao esquivar-se de comentar nota do cardeal d. Odilo Scherer, que repudiou artigo do chefe de sua campanha, Marcos Pereira, pastor da Igreja Universal. "Nós não vamos fazer de São Paulo uma guerra santa", disse. "Não leva a nada. Eu não vou promover esse tipo de coisa. Quero falar sobre São Paulo."

Pouco antes de fazer carreata que percorreu 38,5 quilômetros de ruas, avenidas, becos e favelas do extremo norte da capital, Russomanno deixou claro sua estratégia de não abrir o flanco aos antagonistas que o têm fustigado. Não respondeu nem mesmo às acusações da ministra Marta Suplicy (Cultura), que o chamou de "lobo em pele de cordeiro", e do ex-presidente Lula, que o comparou a uma raposa à espreita da galinha.

"Acho triste, essa apelação não leva a nada, não constrói cidadania, não respeita o eleitorado, não está respeitando o cidadão que quer saber das propostas para a cidade", ponderou Russomanno. "Não vou baixar o nível, deixa que eles façam isso. É desespero. Quem não respeita a população fazendo essa baixaria perde votos. Eu não vou ceder a esse tipo de coisa."

Primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto, Russomanno afirmou que tem programa de governo. "Está no meu site, tenho falado a respeito disso todos os dias, com toda a paciência do mundo, sobre cada segmento. Se eles estão fazendo ataques à minha pessoa é porque quem não tem programa não sou eu."

Se Russomanno não reagiu, Conte Lopes, candidato a vereador pela coligação "Por uma nova São Paulo" e ex-capitão da Rota, tomou a palavra e saiu em sua defesa. "A Marta não tem muita condição moral de falar isso (chamar Russomanno de lobo em pele de cordeiro). Com qual marido ela estava quando disse isso?"

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