Não vamos aceitar o 'balcão de negócios' do governo, diz líder do PSDB

Não vamos aceitar o 'balcão de negócios' do governo, diz líder do PSDB

Para o senador Álvaro Dias, Dilma pode garantir governabilidade se fizer relação 'honesta' com os parlamentares: 'O Congresso não vai remar contra a correnteza'

O Estado de S. Paulo

27 de outubro de 2014 | 11h21

São Paulo - Para o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), a presidente Dilma Rousseff (PT) precisa construir uma relação "honesta" com o Congresso em seu próximo governo. Em entrevista à Rádio Estadão na manhã desta segunda-feira, 27, o senador criticou a troca de favores e dinheiro público como meio de garantir governabilidade e disse que a oposição não vai aceitar a manutenção desse "balcão de negócios".

"[O que não podemos aceitar é] Essa relação promíscua, de rimar governabilidade com promiscuidade. O País ingressou no período de declínio em razão desse modelo nefasto, que é a usina dos escândalos de corrupção", afirmou Álvaro Dias. O senador paranaense será um dos dez integrantes da bancada tucana no Senado, em 2015, que contará com integrantes do PSB e DEM.

Em seu pronunciamento após a confirmação da vitória nas urnas, Dilma fez um discurso pela união e pelo diálogo e, entre as propostas, prometeu trabalhar pela aprovação da reforma política. O senador Álvaro Dias concorda que reformas serão importantes agora para reunificar os brasileiros. "Há uma insatisfação no ar. O sentimento de indignação é visível", afirmou.

Segundo ele, no entanto, a presidente terá de rever a relação com o Congresso e com os aliados. "Essa relação com o congresso tem que ser honesta. Eu creio que é possível governar o País sem um balcão de negócios, basta que a presidente adote providências impactantes, que conquistem apoio popular."

"O Congressos não vai remar contra a correnteza. Seria subestimar demais a inteligência o povo, exigir demais da paciência do povo brasileiro admitir que, para ter apoio do Congresso, é preciso barganhar com concessões, com dinheiro público, com cargo público", complementou.

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