Não tem povo menos homofóbico que o evangélico, diz Crivella

Candidato ao governo do Rio e bispo licenciado da Igreja Universal, senador atribui a adversários acusações de ser preconceituoso e diz que homossexualidade é 'pecado'

WILSON TOSTA, O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2014 | 13h29

RIO - O candidato do PRB ao governo do Rio, senador Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, atribuiu nesta quinta-feira, 7, a seus adversários acusações de que seria homofóbico por ser evangélico. Ele reafirmou considerar a homossexualidade um pecado, mas destacou ser este um assunto privado, que não deve ser tratado pelo governador.

"Por ser evangélico, acham que eu, ou os evangélicos, somos homofóbicos. Não tem povo menos homofóbico que o evangélico. O que os evangélicos querem é o direito de se expressar e dizer que a homossexualidade é pecado", disse Crivella, em sabatina promovida pelo SBT, Folha de S. Paulo e UOL. "Homossexualismo é pecado. Não é crime. Não é doença. Mas é pecado, porque a Bíblia diz."

Para o parlamentar, a homossexualidade se resolve "quando a pessoa diz ser ou não ser." "É um assunto pessoal dele. O governador não tem de se meter nisso", disse. "Tenho homossexuais na minha família. Tem homossexuais há anos trabalho comigo e no meu partido", declarou.

Crivella criticou o Legislativo e afirmou que a política "está chata". "A maioria das matérias que a gente vota é de interesse do capital", declarou. "A política no Congresso Nacional muitas vezes não tem nada a ver com as pessoas. A gente ali trata de interesses corporativos."

O senador prometeu que, se eleito, manterá as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e atribuiu os tiroteios recentes no Complexo do Alemão a "política". "Quando dão declarações políticas (dando a entender que vão acabar com as UPPS), dão esperança aos traficantes de que vão voltar", disse.

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