EDUARDO NICOLAU/ESTADÃO
EDUARDO NICOLAU/ESTADÃO

Não subestimem a força do PT, diz Padilha

Quarto convidado da série Entrevistas Estadão, candidato petista ao governo de São Paulo minimiza rótulo de candidato 'poste' de Lula e baixo índice de intenção de voto

O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2014 | 17h09

Atualizado às 17h21

São Paulo - O candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, minimizou seu desempenho nas pesquisas recentes de intenção de voto, atualmente em 5%, e disse contar com total apoio do partido em torno de sua candidatura. "Não subestimem a força do PT", afirmou. Quarto convidado da série Entrevistas Estadão, o petista focou seu discurso em ataques aos 20 anos de gestão tucana no Estado e acusou o atual governo de fazer uso político da crise hídrica e de ser leniente com facções criminosas.

A candidatura do ex-ministro da Saúde foi uma aposta do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para chegar ao comando do Palácio dos Bandeirantes. A escolha de um nome pouco conhecido do eleitorado repete estratégia adotada pelo petista em 2010, com a candidatura de Dilma Rousseff à Presidência e com Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo, em 2012. Padilha evitou ser definido como um candidato "poste", termo usado pelo próprio Lula. "Posso dizer o que é ser um candidato apoiado pelo Lula e pela Dilma", disse. "Nunca o PT esteve tão unido em torno de uma candidatura em São Paulo como está da minha", complementou.

Crise hídrica. Padilha rebateu as declarações do governador Geraldo Alckmin (PSBD), para quem há "exploração política" da crise de abastecimento que atinge o Estado. "Quem está fazendo uso político desta crise é o atual governador, que está matando a Cantareira por causa da eleição", diz Padilha.

Para o candidato, o manejo dos sistemas hídricos foi equivocado e causou grave dano ambiental. "Eu defendo soluções inovadoras (paga água), de estímulo, para os empresários utilizar água de reúso", exemplificou.

Segurança Pública. Com um discurso focado em fazer críticas aos 20 anos de gestão tucana no Estado, Padilha acusou o atual governo de ser leniente com facções criminosas. "O governo do Estado de São Paulo convive com PCC e permitiu que eles tomassem conta das penitenciárias", afirmou.

O candidato acrescentou que o Estado precisa "dar um salto" na segurança pública e integrar a ação e a operação das várias polícias. "Elas não têm integração nem na formação, nem na operação prática e nem nos bancos de dados", criticou.

Questionado sobre a suspeita de envolvimento do deputado estadual Luiz Moura com o PCC, Padilha afirmou ter defendido a expulsão imediata do parlamentar do partido. O candidato acrescentou que o PT será "implacável" com qualquer um que se aproximar de facções criminosas.

Transporte público. Entre as propostas apresentadas para o transporte, Padilha prometeu ampliar a malha metroferroviária até a região do ABC. "Nos vamos fazer em quatro anos o que eles (PSDB) estavam prometendo fazer até 2020 e agora passaram até 2030. Vou levar o metrô até o ABC, até Guarulhos, até Taboão da Serra e terminar a linha até a Brasilândia", afirmou.

O candidato prometeu ainda a alíquota de ICMS para reduzir o preço dos combustíveis e baixar a tarifa do transporte público.

Próxima entrevista. Já participaram da série Entrevistas Estadão o governador Geraldo Alckmin (PSDB), os candidatos Gilberto Natalini (PV) e Gilberto Maringoni (PSOL). Paulo Skaf (PMDB) encerra a série nesta sexta-feira, 8.

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