'Não somos inimigos de ONG', diz Aldo na posse

Ao assumir, ministro afirmou ter apreço por entidades, mas que dará prioridade a 'órgãos do governo'; ele defendeu Orlando e Segundo Tempo

EDUARDO BRESCIANI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2011 | 03h04

Empossado ontem, o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, fez um aceno às organizações não governamentais (ONGs), mas disse que pretende dar prioridade a órgãos do próprio poder público em sua gestão. "O ministério e eu não somos inimigos das ONGs, mas a prioridade do governo é trabalhar com órgãos do governo", disse o novo titular da pasta.

Aldo fez seu discurso de posse saindo em defesa do antecessor, Orlando Silva, e de seu partido, o PC do B, ambos atingidos pela série de denúncias de desvios nos programas da pasta, em especial no Segundo Tempo. O novo ministro fez elogios a esse projeto e afirmou que sua atuação será facilitada pelo trabalho desenvolvido por Orlando.

"Faço o elogio ao trabalho do ministério porque posso fazê-lo por sua biografia", disse Aldo, referindo-se ao companheiro de partido. Ao comentar a declaração de inocência feita pelo antecessor, foi além. "Talvez, mais do que inocente, o senhor (Orlando) seja vítima, talvez essa seja a palavra mais precisa."

Aldo fez uma exposição sobre o Segundo Tempo. Afirmou que a falta de equipamentos esportivos no Brasil dificultou a aplicação do programa, que visa a beneficiar crianças e jovens com a prática de atividades físicas. "A educação tem escola, a saúde tem hospitais. No esporte, não tínhamos onde fazer a política pública", argumentou. E disse que vai precisar da ajuda do governo, de outros ministros e até da imprensa para realizar seu trabalho.

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