'Não saí por corrupção ou irregularidades'

O deputado Mário Negromonte (BA) atribuiu sua queda do Ministério das Cidades às disputas políticas dentro de seu partido, o PP. Logo depois de se encontrar com a presidente Dilma Rousseff para formalizar a saída, ele conversou com o Estado. Disse que não responde a nenhum processo e que, das denúncias feitas contra seu ministério nada o atingiu.

Entrevista com

JOÃO DOMINGOS / BRASÍLIA , O Estado de S.Paulo

03 de fevereiro de 2012 | 03h04

Por que o senhor saiu do Ministério das Cidades?

Posso dizer que não foi por corrupção, irregularidades ou má gestão. Atribuo minha queda a problemas políticos, a brigas internas regionais no partido. Por exemplo: a deputada Aline Correa (SP), com a qual tenho amizade, brigava com Paulo Maluf, que, para atingi-la, me atacava. João Pizzolatti (SC) brigava com Esperidião Amin (SC) e este tentava me atingir.

Saíram notícias de que a presidente o considerava mau gestor.

A presidente nunca disse isso. Pelo contrário, sempre me elogiava. E na saída ela me agradeceu e me cumprimentou pela minha gestão. Mas, diante das brigas, não me senti confortável em continuar. Fui lá e entreguei o cargo. Não tenho apego.

Houve também denúncias de irregularidades em sua gestão.

Aqui não existem denúncias. São todas infundadas. Não geraram nenhum processo. Não tem nada junto à Controladoria-Geral da União, do Tribunal de Contas da União (TCU), da Polícia Federal ou da Receita. Vasculharam minha vida e não encontraram nada. Estou no sexto mandato e não há nenhum processo contra mim. Aquela questão de Cuiabá, que o Estado publicou, o que posso dizer é que o repasse de verba do governo federal para Mato Grosso será o mesmo, em qualquer obra. Não haverá aumento da verba federal.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.