'Não precisa ter ciúmes. Somos aliados corretos, solidários'

Para o presidente do PSB e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, o crescimento do partido não deve ser motivo de ciúmes nem do governo nem da base aliada. Embora a maioria da direção do PSB defenda a candidatura própria à Presidência em 2014, Campos prefere ser reticente quando indagado sobre suas pretensões. Para ele, o melhor é trabalhar pelo projeto político iniciado com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e continuado pela presidente Dilma Rousseff.

Entrevista com

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2011 | 03h07

O crescimento do PSB pode causar ciúmes no governo e na base?

A presidente Dilma sabe quem somos. E sabe que não precisa ter ciúmes. Nossa aliança não é eleitoral. É política, baseada num projeto. O que temos a oferecer é a solidariedade a um projeto político que consideramos o mais adequado para o Brasil. Somos aliados corretos, solidários. Afinal, quem está crescendo é um aliado confiável.

Nesse momento de crise o que o PSB tem a oferecer à presidente?

Nunca pusemos o governo em situação de constrangimento. Na votação da DRU (Desvinculação de Receitas da União), agora, ficamos do lado da presidente e do governo. Historicamente, a gente tem uma postura de colaboração, tanto com Lula quanto com Dilma.

Como serão as disputas nas eleições do ano que vem?

Na base, as disputas vão para os municípios, e lá a coisa pega, porque muitas vezes há disputas entre os partidos. A briga tem de ser de ideias e não de pessoas. Não pode haver ranço, preconceitos e prejulgamentos.

Como estão as alianças com o PSD e o PSDB?

Com o PSD surgirão naturalmente, porque em boa parte os formadores do partido já estavam na base de sustentação de projetos políticos liderados pelo PSB. Com o PSDB, sempre tivemos união em alguns locais, como Minas, Alagoas, Paraná, Paraíba. Deveremos ter alianças, sim, em alguns Estados. / J.D.

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