Não por medo, por 'cansaço'

O juiz Paulo Augusto Moreira Lima, da 11.ª Vara de Justiça de Goiás, responsável pelas investigações da Operação Monte Carlo, deixou o processo na última terça-feira. Ele encaminhou ofício ao desembargador Carlos Olavo, corregedor do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF1) em 13 de junho.

O Estado de S.Paulo

21 Junho 2012 | 03h06

O magistrado argumenta que a família foi procurada por policiais goianos "em nítida violência velada" e que havia informações de "crimes de homicídio provavelmente praticados a mando por réus do processo", o que aumentava o risco de comandar as investigações.

A pedido, Paulo Moreira Lima foi removido para a 12.ª Vara da Goiás, que não cuida de temas criminais. Ele também solicitou permissão para tirar três meses de férias, que aproveitará fazendo uma viagem para fora do País.

Em encontro no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na tarde de ontem, Lima afirmou à corregedora Eliana Calmon não ter pedido o afastamento do caso por medo, mas sim por cansaço. Segundo a ministra, o magistrado disse ter recebido o apoio que precisava para atuar no caso, mas argumentou que depois de 14 meses de investigação tinha preocupação com a saúde e com a família.

Após o afastamento, quem herdaria o comando do processo da Monte Carlo seria o titular da 11.ª Vara Federal da seção de Goiás, o juiz Leão Aparecido Alves. No entanto, ele se declarou impedido por razões de "foro íntimo" e por manter relação próxima com um dos denunciados, Olímpio Queiroga, apontado como número dois da máfia dos caça-níqueis.

Quem assume a frente das investigações é o juiz federal Alderico Rocha Santos, titular da 5.ª Vara Federal da Seção Judiciária de Goiás. Ele foi escolhido pelo presidente do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1), desembargador federal Mário César Ribeiro, atendendo à solicitação do corregedor regional da Justiça Federal de 1.º Grau da Primeira Região, Carlos Olavo.

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