'Não há explicação para Dilma perder em SP', diz Lula

Ex-presidente reconhece que eleições podem ser 'as mais difíceis desde que o PT nasceu'

Carla Araújo e Ricardo Galhardo, O Estado de S. Paulo

05 de setembro de 2014 | 22h34

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu, durante plenária do partido em São Paulo na noite desta sexta-feira, que a campanha eleitoral será “uma das mais difíceis para o partido”. “É fato que nós estamos fazendo possivelmente as eleições mais difíceis desde que o PT nasceu”, disse.

Apesar de dedicar boa parte em defesa da candidatura de Alexandre Padilha ao governo e relembrar algumas histórias da trajetória do partido no Estado, Lula afirmou que a reunião com militantes “era para consolidar a companheira Dilma Rousseff”. “Não há nenhuma explicação, a Dilma estar perdendo as eleições aqui em São Paulo”, disse Lula.

O ex-presidente disse que algumas pessoas atribuem a rejeição e o baixo índice da Dilma no estado “é ódio”. “Eu não acredito (que seja ódio). Possivelmente não tenhamos encontrado o tom correto e as palavras corretas para mostrar as qualidades de Dilma”, afirmou.

Ele destacou que as campanhas de Padilha e Dilma precisam fazer mais ações conjuntas nas propagandas eleitorais e disse é preciso fazer um comando de campanha para cuidar só da eleição em São Paulo. “Temos que juntar todas as forças”, disse. “Se a gente crescer 10 pontos aqui em São Paulo a eleição está garantida”, completou, destacando que após as viagens que já têm programadas ele vai se “concentrar aqui”.

Lula afirmou ainda que é preciso combater o discurso do tucano Geraldo Alckmin e reforçar a participação federal em obras no Estado. “Vamos comparar o que a Dilma colocou (de recursos) nesse estado nos últimos 4 anos com o que o FHC colocou em 8 anos”, provocou.

O ex-presidente falou ainda que “não tem explicação” Padilha ter menos voto que Paulo Skaf (PMDB) em São Paulo. “Só pode ser falta de conhecimento, só pode ser falta de motivação (da militância)”, afirmou. Lula disse ainda que Padilha precisa “nem que seja por um segundo” exaltar a honra do PT em seus programas eleitorais para recuperar o eleitorado petista. 

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