'Não fiquei frustrado', diz Freire sobre dupla rejeição

Presidente do PPS, que ofereceu legenda para Serra e para Marina, diz que 'polo' criado por Campos causa 'medo' em Lula e nos petistas

Pedro Venceslau, O Estado de S.Paulo

08 de outubro de 2013 | 02h09

Depois de escancarar as portas do partido para José Serra e Marina Silva disputarem a Presidência em 2014 e ser rejeitado duas vezes em menos de uma semana, o deputado federal Roberto Freire, presidente nacional do PPS, defende agora que o governador Eduardo Campos lidere a chapa e tenha como candidata a vice a ex-ministra do Meio Ambiente.

Apesar de não descartar uma aliança com o senador tucano Aécio Neves , o dirigente sinaliza que seu partido está mais próximo do governador pernambucano. "O apoio ao Eduardo Campos sempre esteve presente e continua como hipótese de escolha do PPS. Houve um fortalecimento da candidatura dele, que se transforma em um efetivo polo alternativo aos governos Lula-Dilma", disse Freire ao Estado. Ele argumenta, ainda, que as atuais pesquisas de opinião não devem servir como parâmetro para definir o presidenciável do PSB.

"O Eduardo deve estar na cabeça da chapa. Ele representa um projeto mais de acordo com o que pensa o PPS. Se essa decisão fosse tomada pelas pesquisas de opinião, teríamos que apoiar a Dilma", afirma.

Para Freire, o "polo" Campos é o maior "medo" que o ex-presidente Luiz Inácio da Silva tem em relação à disputa do ano que vem. Mas faz uma ponderação aos que apostam que o governador poderá herdar votos lulistas. "Campos não será uma continuidade dos governos do PT", afirma o deputado. O presidente do PPS nega que tenha ficado frustrado com a opção feita por Marina Silva. "A Rede não estava nas nossas preferências. Oferecemos a legenda para que ela não ficasse sem alternativa. Não fiquei frustrado".

O presidente do PPS relata que ficou sabendo da decisão da ex-ministra no sábado pela manhã. "Ela anunciou a decisão. Dissemos que achávamos que não era a melhor opção, agradecemos e fomos embora."

Coabitação. Roberto Freire não vê como um problema a decisão de Marina Silva de tratar a Rede de Sustentabilidade como um partido clandestino dentro de outro. "Dá para coabitar. O velho PCB (que deu origem ao PPS) conviveu dentro no MDB", afirmou Freire.

Os quinze membros da executiva nacional do PPS se reúnem hoje em Brasília para fazer um balanço do troca-troca partidário e reabrir formalmente o debate sobre quem receberá o apoio da legenda na eleição presidencial de 2014.

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