'Não existe integração'

Marcelo Reis Garcia, assessor da campanha do candidato à Presidência Aécio Neves (PSDB), fala sobre as propostas do tucano para a área social:

Entrevista com

Marcelo Reis Garcia, assessor da campanha de Aécio

O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2014 | 02h02

O que um provável governo de Aécio Neves mudaria nos programas sociais?

Em primeiro lugar deixaria de considerar a pobreza apenas pela renda. A análise incluiria critérios básicos como qualidade da casa, escolaridade, saúde, capacidade para trabalhar.

E depois?

As famílias seriam classificadas em cinco níveis, de acordo com suas dificuldades de superação sustentável da pobreza. Imagine uma família no nível cinco, morando numa casa sem segurança, sem banheiro, com adultos sem escolaridade. Tenho que garantir a renda, mas também é preciso mexer no padrão de proteção. O compromisso é que nenhuma família permaneça no mesmo nível por mais de um ano. O que nós precisamos saber é se estamos gerando mobilidade.

As pesquisas da PNAD mostram mudanças.

A PNAD mede o conjunto da obra, oferece pistas, mas não organiza os resultados por grupos de famílias.

O governo diz que já promove a sustentabilidade da qual o senhor fala por meio de uma série de programas, além da transferência de renda.

O problema é que não existe uma integração dos programas. São feitos no varejo.

Quanto custará o programa?

Só depois de abrir e classificar o Cadastro Único é que poderíamos saber o volume dos gastos. O Aécio tem dito que não vai resolver tudo em quatro anos, mas vai começar.

Teria que aumentar o número de assistentes sociais e envolver mais as prefeituras, não é?

Sim. Já temos experiências nessa área com os programas Porta a Porta e Travessia, desenvolvidos em Minas.


Tudo o que sabemos sobre:
ELEIÇÕES

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.