'Não é hora de dar aumento salarial para categoria alguma', afirma Dilma

Formatado inicialmente para ser uma conversa informal da presidente Dilma Rousseff com os jornalistas que cobrem o Palácio do Planalto, o café da manhã de ontem esteve mais para balanço do primeiro ano de governo. Dilma falou sem interrupções por cerca de quarenta minutos (ela disse inicialmente que faria uma "breve exposição") e acabou deixando pouco espaço para as perguntas da imprensa. Mesmo assim, emplacou ao todo oito "meus queridos (as)", cacoete presidencial para demonstrar irritação.

O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2011 | 03h04

A presidente chegou ao café 30 minutos depois do combinado, tempo até razoável considerando os frequentes atrasos de uma hora ou até mais nas cerimoniais oficiais no Palácio do Planalto.

Na maior parte do tempo, o clima foi amistoso, com momentos descontraídos. "Presidenta, a senhora falou muito dessa ingerência dos partidos no governo...", disse um jornalista, logo interrompido por Dilma. "Falei muito, não, falei uma frase". "Não, não foi isso que eu quis dizer. É que a senhora foi enfática ao falar disso", explicou ele. "Eu geralmente sou enfática", afirmou Dilma. E de maneira enfática ela abordou temas importantes, como os casos de corrupção no governo e a pressão pela elevação dos salários do Judiciário: "Não é hora de dar aumento salarial para categoria alguma". / TÂNIA MONTEIRO E RAFAEL MORAES MOURA

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