RAFAEL ARBEX/Estadão
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Não condeno antes de investigação, diz Lula sobre aeroporto em MG

Ex-presidente defendeu apuração do caso envolvendo obras em terreno de parente de Aécio Neves (PSDB), mas ressaltou que é preciso cautela para fazer acusações

Carla Araújo, O Estado de S. Paulo

22 de julho de 2014 | 16h34

Praia Grande - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 22, que é a favor que se investiguem as denúncias da construção do aeroporto em um terreno que pertenceu a um tio de Aécio Neves, mas ponderou que é preciso ter cautela. "Eu não sou daqueles que, de forma leviana, condena as pessoas antes de investigação", afirmou, após reunir-se com prefeitos da Baixada Santista.

"Se tem uma denúncia contra o Aécio, que se investigue corretamente, se apure com a maior seriedade possível. Se tiver procedência, que se tome as medidas cabíveis", disse o ex-presidente.Segundo Lula, é preciso também garantir que caso as denúncias sejam falsas haja algum tipo de punição. "Se não tiver (procedência), vamos punir quem denunciou", afirmou. "Nesse País as pessoas denunciam, qualquer cidadão pode encher a cara no boteco, sair do boteco com vontade de denunciar alguém e denunciar", disse. "Ai o Ministério Público vai apurar e depois ninguém pede desculpas as pessoas."

Lula reforçou que o fato de ter uma denúncia contra alguém não significa que a pessoa tenha culpa. "Eu sinceramente não sou desses que faz coro para enxovalhar o nome das pessoas", disse, ressaltando que até que haja provas e que as pessoas precisam ser preservadas.

Questionado sobre a ação que o PT pretende interpor no Ministério Público de Minas para que as investigações do caso avancem, Lula disse não ter conhecimento dessa estratégica e disse que é contra a "guerra judicial" durante a campanha. "Eu não acho que uma campanha deva se dar nessa troca de processos", afirmou. "Eu gostaria que essa campanha fosse permeada pelo grande debate do que vai se fazer para melhorar a vida do povo brasileiro.

O posicionamento do ex-presidente ocorre uma semana após ele afirmar que não fugiria ao debate sobre corrupção e convocar a militância petista para defender o PT. Na ocasião, durante um ato da campanha de Alexandre Padilha em São Paulo, Lula chegou a desafiar a oposição a "provar" qual governo combateu mais a corrupção. 

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