José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Não adapto discurso para canibalizar votos do PT, diz Marina Silva

Ex-ministra do governo petista, a presidenciável da Rede é uma das beneficiárias em caso de Lula não poder concorrer à Presidência

Marianna Holanda, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2018 | 13h16

A pré-candidata da Rede à Presidência da República Marina Silva disse na noite de sexta-feira, 22, que não mudará seu posicionamento nas eleições para captar o eleitorado petista, caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, não possa concorrer. 

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“Acho que as pessoas me respeitam muito mais porque eu não faço uma adaptação do discurso para tentar canibalizar os votos do PT”, disse a presidenciável em entrevista à jornalista Mariana Godoy, na RedeTV, veiculada na noite de sexta-feira. 

“Eu tento convencer as pessoas de que eu sou uma alternativa boa para o Brasil, porque sou capaz de reunir as pessoas. Porque temos uma proposta, que temos trabalhado nela desde 2010 para mudar o Brasil de verdade, e porque não temos preconceito com nenhum dos partidos”, completou Marina, que concorre neste ano pela terceira vez ao Palácio do Planalto.

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Divulgada no início de junho, a última pesquisa de intenção de votos do Datafolha revela que Marina é herdeira de parte dos votos, caso o ex-presidente não esteja nas urnas de outubro. Com Lula na pesquisa, Marina aparece com 10%; sem o petista, com 15%. 

A pré-candidata concorreu em 2014 pelo PSB e em 2010, pelo PV. Antes disso, foi deputada, senadora e ministra do PT. Comandou o Meio Ambiente na gestão de Lula.

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Aborto. Questionada pela apresentadora sobre como se posiciona a respeito do aborto, Marina voltou a defender uma saída por plebiscito. “Minha posição (pessoal) é contra, mas eu defendo plebiscito, para que se faça o debate”, disse a pré-candidata, que é evangélica.

“O que todos queremos é que ninguém tenha uma gravidez indesejada. E não imagino que alguém possa defender aborto como método contraceptivo”, completou. A interrupção da gravidez no Brasil é legalizada apenas nos casos de estupro, má formação do feto (anencefalia) ou risco de vida da mãe. 

 

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