Na TV, Serra explora o mensalão e Haddad relembra renúncia do tucano

No primeiro programa eleitoral do 2º turno, candidatos focaram discurso sobre 'valores' e 'ética'

Daiene Cardoso, da Agência Estado

15 de outubro de 2012 | 14h26

SÃO PAULO - No primeiro dia do retorno do horário eleitoral gratuito na TV, veiculado nesta segunda-feira, 15, os candidatos à Prefeitura de São Paulo voltaram os discursos para a defesa de valores éticos e compromisso com a verdade. O tucano José Serra explorou o julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Disse que a prioridade do PT é vencer na capital paulista para usar a eleição como "cortina de fumaça" e esconder a condenação de líderes petistas. Já Fernando Haddad (PT), que contou com os depoimentos do candidato derrotado do PMDB, Gabriel Chalita, e da presidente Dilma Rousseff, relembrou a saída de Serra da Prefeitura para disputar o governo estadual em 2006 e afirmou que, durante a campanha do segundo turno, ficará mais claro "quem tem valores e ética".

Primeiro a se apresentar, Serra agradeceu a votação no primeiro turno e exibiu a própria biografia, com depoimento de amigos, correligionários e familiares. A campanha tucana destacou ainda que o candidato tem o apoio de 11 partidos, de 31 vereadores eleitos e dos candidatos derrotados no primeiro turno Paulo Pereira da Silva (PDT) e Soninha Francine (PPS), além do ex-vice de chapa de Celso Russomanno (PRB), Luiz Flávio D'Urso (PTB).

No fim do programa, o tucano disse ter "o dever de falar de valores, de postura e de comportamento". Citando o julgamento do mensalão, o candidato ressaltou que importantes líderes do PT estão sendo condenados por compra de apoio político na Câmara dos Deputados, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. "Tudo muito grave. Desviar dinheiro publico para comprar votos de deputados na Câmara é um atentado contra o povo", afirmou.

"Agora, o PT está concentrando forças e virou ponto de honra eleger o meu adversário aqui em São Paulo. Eles querem usar a eleição aqui de São Paulo como cortina de fumaça para esconder as condenações do mensalão. Isso está errado de novo, nossa cidade não pode ser usada assim", afirmou.

Além de agradecer a votação no primeiro turno, Haddad afirmou que o resultado das urnas indicou que o eleitorado paulistano busca mudança na administração e que o adversário representa o projeto de continuidade. De acordo com o petista, não é possível mudar "com velhos políticos" que "usam a cidade como trampolim". Num discurso parecido com o de Chalita no primeiro turno, o candidato prometeu integrar a "São Paulo pobre com a São Paulo rica", acabando assim com o "apartheid social" na cidade.

A campanha do PT destacou também o desenvolvimento econômico e social do País nos últimos anos promovidos pelos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e apresentou Haddad como "o melhor ministro da Educação", que criou programas de inclusão de estudantes, entre eles o Universidade para Todos (ProUni). Em seguida, o programa recordou a saída de Serra da administração municipal, em 2006. "Quem não honra a própria palavra não tem compromisso com a verdade", disse o narrador.

No último bloco, apareceram na propaganda do PT Dilma e Chalita, que prometeu se dedicar "de corpo e alma" à campanha e se disse unido a Haddad "para mudar São Paulo". A presidente pediu votos ao petista e comemorou as pesquisas de intenção de voto que o apontam na liderança. "É uma excelente notícia para São Paulo e para o Brasil", afirmou.

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