Tomaz Silva/Agência Estado e Marcos de Paula/Estadão
Tomaz Silva/Agência Estado e Marcos de Paula/Estadão

Na TV, Paes e Crivella usam programas para trocar críticas e se defender

Já Martha Rocha, colada no atual prefeito em busca do segundo turno, usou o tempo para se apresentar aos eleitores

Caio Sartori, O Estado de S.Paulo

09 de outubro de 2020 | 14h42

RIO - Já conhecidos do eleitorado carioca, o prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) usaram o primeiro bloco da propaganda eleitoral para trocar críticas e defender suas gestões. Rejeitado por 59% da população, segundo o último Datafolha, Crivella acusou o antecessor de ter deixado um rombo na prefeitura, disse ser “o mais insatisfeito de todos os cariocas” e inseriu, ao final, uma imagem do presidente Jair Bolsonaro

O prefeito alegou ter herdado “obras superfaturadas, dezenas de funcionários acusados de corrupção e contratos absurdos”. Trata-se de estratégia para justificar a falta de uma marca atribuída a seu mandato. Nessa linha, disse que “nunca se fez tanto com tão pouco” e exaltou o trabalho do município no combate à pandemia, apesar de o Rio ter taxa de letalidade por covid-19 três vezes maior que a média mundial. 

Paes, por sua vez, deu início ao programa se defendendo das acusações de corrupção. Ele se tornou réu em setembro por suposto caixa 2 da Odebrecht em 2012. “Tenha orgulho e não se acanhe de pedir votos a seus amigos e familiares. As denúncias contra mim, envolvendo (Sérgio) Cabral, Odebrecht, não param de pé”, disse. “Ninguém deveria ser condenado só por ter sido amigo de alguém que se sujou.” Ao evocar seu passado à frente do Executivo, afirmou que a cidade não pode mais eleger “um novo Crivella ou um novo Witzel (Wilson Witzel, governador afastado)”. 

O ex-mandatário lidera as pesquisas com cerca de 30% das intenções de voto, enquanto Crivella não chega à metade disso. Empatadas tecnicamente com o atual prefeito estão a deputada estadual Martha Rocha (PDT) e a deputada federal Benedita da Silva (PT), segundo pesquisa Ibope divulgada na semana passada.

Na TV, Martha usou o primeiro programa para se apresentar ao eleitorado. Além de citar sua experiência à frente da Polícia Civil, classificou-se como “fruto da escola pública, suburbana, fruto dessa vida simples”. 

Mais velha concorrente desta eleição, com 78 anos, Benedita apareceu no programa eleitoral caminhando em favelas com sua vice, Enfermeira Rejane (PCdoB). No vídeo, as duas conversam sobre problemas da cidade, com foco no atendimento na Saúde. Também citam que estaria na hora do Rio ter, pela primeira vez, uma prefeita - e negra. 

Com apenas 1% nas pesquisas, Luiz Lima (PSL) usou o amplo tempo de propaganda a que tem direito para se apresentar como “carioca raiz” e lembrar do histórico como nadador. Assim como Crivella, buscou se associar a Bolsonaro. As cores escolhidas para a parte gráfica do vídeo foram as da bandeira do Brasil.

A deputada estadual Renata Souza (PSOL) aproveitou os poucos segundos que tinha para ligar a sua candidatura aos correligionários Marcelo Freixo, principal nome do partido, e Marielle Franco, de quem foi chefe de gabinete. Freixo aparece nas imagens pedindo voto para Renata, cuja campanha ainda não cresceu dentro da esquerda. Glória Heloiza (PSC) brincou com o fato de ser desconhecida; Paulo Messina (MDB) ressaltou sua história de vida humilde; e Fred Luz (Novo) levantou bandeiras do partido, como o fato de não usar dinheiro público para campanhas.

 

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