Na TV, Marta adota tom ríspido e acusa Kassab e Serra

A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, acusou hoje, em seu programa do horário eleitoral gratuito, o prefeito e candidato à reeleição, Gilberto Kassab (DEM), de ter assumido o cargo já pensando em reeleição. Sobraram críticas também para o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que deixou a Prefeitura para Kassab quando assumiu o Estado em 2006. "O primeiro prefeito assumiu pensando em ser governador. Fez muito barulho e saiu", disse Marta. "O segundo assumiu pensando em se reeleger, até para se legitimar, pois não foi eleito para o cargo."A candidata da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB) atribuiu essa situação a uma suposta falta de projetos para a cidade na atual gestão. "A maioria das coisas é cópia mal feita do que fizemos ou foi criada e financiada pelo governo Lula", disse Marta. Ela acusou ainda Kassab de não ter preparado a cidade para a "onda de crescimento" do País. "Há muito tempo não se via uma administração com visão tão estreita", disse. A petista prometeu investir em cursos profissionalizantes e estimular os pequenos empreendedores.Kassab, desta vez, poupou munição contra a ex-prefeita e resumiu sua alfinetada a uma ironia com o nome da candidata do PT. Ao falar sobre o atendimento nas unidades de Atendimento Médico Ambulatorial (AMA), o locutor do programa disse que "até a Dona Marta" aprovava, mostrando em seguida o depoimento de uma paciente com o mesmo nome da adversária.O programa do candidato da coligação "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC) exaltou a coragem dele e mostrou o resultado da Lei Cidade Limpa e das ações de fiscalização em postos de combustíveis, bingos e lojas irregulares. As AMAs, o programa Remédio em Casa e o Mãe Paulistana, bandeiras de sua campanha, voltaram a ser mostrados na TV. "Preciso fazer muito mais serviço para honrar a sua confiança", afirmou.O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, criticou as condições de transporte coletivo - em um ataque indireto à gestão de Kassab. "Todos os dias milhões de pessoas passam 4 horas, 5 horas no ônibus. É trânsito lento e ônibus sem conforto nenhum. Não dá para continuar assim", disse o tucano. O candidato da coligação "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC) tentou ainda colar sua imagem a Serra. Muitas fotos e filmagens dos dois políticos juntos eram mostradas enquanto Alckmin falava da ajuda para ampliação do metrô que pretende dar ao Estado.Trânsito e transporte O candidato do PP, Paulo Maluf, pediu a oportunidade de ser prefeito de novo, prometendo construir a Freeway, uma via expressa sobre os rios Pinheiros e Tietê. Soninha Francine, do PPS, defendeu a implantação de um pedágio urbano com recursos direcionados para o transporte público. Ivan Valente, da coligação "Alternativa de Esquerda para São Paulo" (PSOL-PSTU), disse que, se eleito, pretende municipalizar o transporte coletivo e subsidiar os ônibus até zerar a tarifa.Edmilson Costa, do PCB, começou seu programa com a "obra suntuosa" da Ponte Estaiada ao fundo. Em frente ao Edifício Prestes Maia, no centro da cidade, propôs desapropriar prédios abandonados para fazer moradias populares. Renato Reichman, do PMN, propôs abrir escolas municipais nos finais de semana para lazer de famílias.Levy Fidélix, do PRTB, insistiu em construir o aerotrem. Ciro Moura, da coligação "Tostão contra o Milhão" (PTC-PTdoB), criticou as pesquisas eleitorais por terem já "terem eleito o futuro prefeito". E Anaí Caproni, do PCO, propôs a estatização do petróleo brasileiro.

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