Ricardo Moraes/Reuters
Ricardo Moraes/Reuters

Na TV, Manuela D'Ávila critica fake news e Bolsonaro repete ataques ao PT

Vice na chapa de Fernando Haddad (PT), Manuela criticou o uso de fake news e pediu que população denuncie notícias falsas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

Márcio Rodrigues e Bárbara Nascimento, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2018 | 22h07

O programa eleitoral deste sábado do candidato à Presidência pelo PT, Fernando Haddad, esteve focado nas suas ações como ministro da educação, citando a criação de programas como o Prouni e o Fies sem fiador. A vice na chapa, Manuela D'Ávila também aparece. Ela cita o uso de "fake news" contra a candidatura de Haddad. Fala, por exemplo, que o livro mostrado por Bolsonaro sobre "kit gay" nunca foi cogitado pelo Ministério da Educação e pede que a população denuncie notícias falsas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, repetiu o conteúdo de seus últimos programas, atacando o PT e citando o Foro de São Paulo, "grupo liderado por Lula e Fidel Castro (ex-presidente da Cuba)".

O programa voltou a usar uma fala do ex-presidente Lula que, em um discurso, afirma que "em 500 anos de Brasil nós nunca tivemos ninguém com a capacidade do Haddad para fazer o que foi feito pela educação". Por fim, o programa cita algumas propostas de Haddad, como criação de empregos e salário mínimo mais forte.

O candidato do PT defendeu em seu programa eleitoral que os eleitores considerem além do partido na hora de escolher o novo presidente. "Essa campanha não é de um partido", apontou. Ele defendeu que o mandato de Bolsonaro seria "uma versão piorada do governo Temer" e criticou o adversário que, segundo ele, "sempre votou contra a população brasileira".

Já Bolsonaro repetiu o programa que veiculou nos últimos dias. O programa citou a ascensão do socialismo e "do comunismo" na América Latina, citou a criação do Foro de São Paulo, "grupo liderado por Lula e Fidel Castro (ex-presidente da Cuba)". O programa do candidato do PSL informou que Cuba país mais atrasado do mundo, lembrou as crises na Venezuela e no Brasil, governado pelo PT entre 2003 e 2016.

Também, como vem sendo feito, declarações de pessoas procuraram afastar as acusações de racista e machista atribuídas a Bolsonaro. Na parte final, Bolsonaro é apresentado ao eleitor e reforçou a questão feminina, com o choro do candidato ao relatar a reversão de vasectomia para que pudesse ter uma filha, no caso a Laura, a única mulher após quatro homens.

Durante a propaganda eleitoral, Bolsonaro voltou a usar o Twitter para atacar o PT. Segundo ele, há vários sinais que indicam que um governo tem viés autoritário. "Aliança com ditaduras, o controle da mídia, desarmamento dos cidadãos, aparelhamento das instituições e a corrupção como forma de anular os poderes são exemplos, e todos estão presentes no PT. Repudiamos tudo isso!", afirmou.

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