Na TV, Lula admite que pode voltar a se candidatar

Ao lado de Haddad, ex-presidente disse que para evitar que 'um tucano' volte a dirigir o País ele enfrentaria novamente uma disputa presidencial

O Estado de S.Paulo

01 Junho 2012 | 03h18

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu ontem que poderá voltar a disputar a Presidência da República caso Dilma Rousseff não queira concorrer a um novo mandato em 2014. Durante entrevista ao Programa do Ratinho, no SBT, ele disse que enfrentaria novamente uma disputa presidencial para impedir que "um tucano" volte a dirigir o País.

"Não há possibilidade de divergência entre Dilma e eu, no dia que houver eu saio de campo", afirmou o ex-presidente, salientando que tem certeza que Dilma chegará muito forte em 2014. "E eu serei cabo eleitoral." Porém, questionado pelo apresentador caso a presidente não queira disputar um novo mandato, Lula foi direto: "Só serei candidato se ela não quiser, porque não posso permitir que um tucano seja."

Gilmar. No encerramento do programa, Ratinho falou sobre o episódio envolvendo a suposta tentativa do ex-presidente de pressionar o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, a adiar o julgamento do mensalão. "Não tenho interesse em falar nisso, enviei uma nota (...) quem acusou que explique", esquivou-se Lula.

Pela primeira vez desde que se curou do câncer da laringe, o ex-presidente concedeu entrevista em um programa de TV. Em aproximadamente uma hora de entrevista, um Lula rouco falou sobre a sua doença, sobre o governo Dilma e discorreu sobre a gestão de Fernando Haddad à frente do Ministério da Educação.

Campanha. Pré-candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Haddad acompanhou Lula no estúdio e foi chamado por Ratinho para participar da entrevista. Um vídeo sobre o Programa Universidade para Todos (ProUni), carro-chefe do Ministério da Educação. No vídeo foi contada a história de Vanessa, filha de um pedreiro e que conseguiu entrar na faculdade via ProUni.

Ao responder a pergunta porque Haddad foi escolhido para candidato, Lula justificou dizendo que conviveu com o ex-ministro durante sua gestão na Presidência. "São Paulo precisa ter alguém que tenha o entusiasmo que ele teve cuidando da educação (...) ele vai passar para a história como uma pessoa que colocou mais pessoas no ensino público", elogiou o ex-presidente.

Depois de chamar o pré-candidato petista para participar da entrevista, Ratinho o questionou sobre um dos temas mais sensíveis durante uma eleição: "O que um prefeito pode fazer pela saúde?", questionou o apresentador. "A saúde é o problema número 1 de SP", respondeu de pronto Haddad.

"O médico que começa um atendimento não sabe o que acontece e a história do paciente (...) é fila para tudo, para agendar consulta, exame ou cirurgia (...) vamos apresentar para São Paulo um programa de gestão."

Fenômeno. Durante o programa foi exibida também uma mensagem gravada pelo ex-jogador Ronaldo Nazário, que destacou a volta do ex-presidente ao cenário político nacional após o tratamento contra o câncer: "Ele foi um grande presidente e está de volta fazendo o que mais gosta: política".

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.