Na TV, Kassab diz que ele já apoiou até Alckmin em SP

O programa do horário eleitoral gratuito de hoje na TV do prefeito e candidato à reeleição pelo DEM, Gilberto Kassab, foi uma resposta direta às acusações do antigo aliado e adversário nesta campanha, o tucano Geraldo Alckmin, de que o prefeito não é do PSDB e quer se apropriar dessa legenda nesta campanha eleitoral. Para mostrar que está em sintonia com os tucanos, Kassab mostrou em seu programa todas as manifestações de apoio de sua legenda (o antigo PFL, hoje DEM) em eleições importantes para os tucanos, como as que elegeram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o falecido governador Mário Covas e o próprio Alckmin.Já o programa de Geraldo Alckmin, que ainda não conta com o apoio do maior cabo eleitoral de sua legenda, o governador José Serra, trouxe um depoimento de Silvio Santos, dono da emissora SBT. No programa do tucano, Silvio Santos aparece agradecendo a ação do então governador Alckmin, no episódio em que teve sua casa invadida por um seqüestrador, em 2001. O candidato da coligação "São Paulo, na Melhor Direção" (PSDB-PTB-PHS-PSL-PSDC) iniciou seu espaço no horário eleitoral gratuito comparando uma imagem do Itaim Paulista, na zona norte, ao Itaim Bibi, na zona sul. Segundo ele, as regiões têm em comum a falta de iluminação. "A segurança é responsabilidade do governo do Estado, mas não pode ser justificativa para cruzar os braços e fechar os olhos. São Paulo está às escuras, um campo fértil para a ação dos bandidos, iluminação é uma das mais importantes obrigações da Prefeitura", disse, numa crítica à administração municipal de Kassab. E como o tema era segurança, foi exibido o depoimento de agradecimento de Silvio Santos, quando sua casa foi invadida em 2001.O programe eleitoral de Kassab - "São Paulo no Rumo Certo" (DEM-PR-PMDB-PRP-PV-PSC) - teve início com um apresentador lembrando que o candidato apoiou Mário Covas, em sua campanha para governador, Fernando Henrique Cardoso, para a presidência da República, José Serra, em suas campanhas para governador e prefeito, sendo inclusive seu vice, e chegou até a apoiar o próprio adversário na disputa pela Prefeitura, Geraldo Alckmin. O locutor questionou a postura adotada pelo tucano em atacar o prefeito, e alfinetou: "Será que é porque o Kassab está em segundo lugar nas pesquisas e continua subindo?". Kassab ressaltou que, se eleito, não aumentará o preço da passagem de ônibus em 2009, isentará o autônomo da tarifa do Imposto Sobre Serviços (ISS) e não criará novas taxas. "Não tem taxa nova, isso é coisa de quem não sabe trabalhar."O programa eleitoral gratuito na TV de Marta explorou bastante o apoio que ela tem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Marta e Lula sempre estiveram do mesmo lado. Ela foi a prefeita que mais fez pelos pobres em São Paulo; ele fez o maior programa de transferência de renda no País". A parceria foi enfatizada: "Marta e Lula vão beneficiar os mais carentes". Em seguida, foram ao ar cenas de comício realizado no sábado, na Vila Nova Cachoeirinha, mostrando Lula dizendo aos eleitores que Marta, da coligação "Uma Nova Atitude para São Paulo" (PT-PCdoB-PDT-PTN-PRB-PSB), fará uma "opção clara pelos pobres".Buscando votosO candidato Paulo Maluf voltou a pedir votos, numa tentativa de chegar ao segundo turno da disputa eleitoral pela Prefeitura. Entre os populares que apareceram apoiando o candidato, um senhor gritou: "Ele vai para o segundo turno e vai vencer, ele vai dar uma subida de 100 graus". Enquanto outro, mais otimista, arriscou: "Ele vai ganhar em primeiro lugar, sem segundo turno".Ivan Valente - "Alternativa de Esquerda para São Paulo" (PSOL-PSTU) - fez críticas à desigualdade regional na capital paulista e Edmilson Costa (PCB) defendeu o socialismo no Brasil. A candidata Anaí Caproni (PCO) reivindicou saúde pública de qualidade para a população, enquanto Renato Reichmann (PMN) apresentou proposta de monitoramento do trânsito em parceria com redes de rádio e televisão. O candidato da coligação "Tostão contra o Milhão" (PTC-PTdoB), Ciro Moura, dedicou seu espaço no programa eleitoral gratuito para criticar a proposta de acesso livre à internet e banda larga defendido por Marta. Soninha (PPS) deu destaque para a necessidade de fomentar a produção artística e cultural na cidade e Levy Fidelix (PRTB) criticou a falta de creches e escolas, não deixando de insistir em seu projeto para o transporte, o Aerotrem.

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