Na TV, Dilma volta a falar em 'contradições' de Marina na votação da CPMF

Presidente volta a explorar posicionamento da candidata do PSB na votação do tributo e também ataca Aécio; adversários repetem programas

JOSÉ ROBERTO CASTRO, Agência Estado

30 de setembro de 2014 | 14h41

São Paulo - A presidente Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, voltou falar sobre o posicionamento da adversária Marina Silva (PSB) na votação da CPMF, no horário eleitoral da TV, nesta terça-feira, 30. A campanha petista focou os ataques, também direcionados a Aécio, nas "contradições" dos candidatos durante a campanha.

O programa de Dilma reproduziu trechos do último debate entre os presidenciáveis em que a presidente afirma que Marina "mudou de posição de um dia para o outro". "Me estarrece que a senhora não lembre como votou quatro vezes contra a criação da CPMF", disse a petista.

A polêmica em torno da votação da CPMF, conhecido como o imposto do cheque, vem sendo usada pela campanha Dilma nos debates e programas de TV nesta reta final da eleição. No debate, a petista questionou o posicionamento de Marina na votação da CPMF realizada no Congresso Nacional em 1995. A ex-ministra do Meio Ambiente, que na época fazia parte da bancada do PT, afirma que votou a favor. Nos registros de votações no plenário do Senado, contudo, mostram que a ex-senadora votou em 1995 contra a criação do imposto e, em 1999, também se opôs a sua prorrogação.

O tributo vigorou até 2007, quando foi derrubado naquela que foi considerada a maior derrota do então presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Congresso. Na noite dessa segunda, Marina respondeu aos ataques e diz que a campanha petista cria uma "cadeira de difamações" contra ela.

Contra o tucano, o programa eleitoral do PT exibiu os trechos em que Dilma diz que o PSDB quebrou "o Brasil três vezes" e confrontou declarações de Aécio que, em 1997, teria considerado a possibilidade de privatizar a Petrobrás.

No restante do programa - com duração de 11min24s -, Dilma falou sobre as ações de combate à corrupção adotadas em seu governo.

Marina. A campanha do PSB repetiu o programa exibido no sábado, quando focou o combate à inflação e aos juros altos, que, segundo a campanha, punem os mais pobres. A ex-senadora prometeu cortar impostos e custos administrativos em empréstimos para famílias com renda de até cinco salários mínimos. "Marina tem lado: o dos que precisam mais", afirmou a candidata em vídeo gravado durante um comício em Porto Alegre.

A biografia de Marina foi ressaltada pelo programa, que mostrou as ameaças que ela enfrentou na luta contra o desmatamento, classificando-a como uma mulher forte e corajosa, "um orgulho para o Brasil". "Mas meu compromisso sempre foi maior do que o medo", disse Marina. No fim, o locutor pede apoio do eleitor para que a candidata chegue ao segundo turno e afirma que, com o tempo igual de propaganda, o eleitor vai poder conhecê-la melhor.

Aécio. O programa tucano também repetiu trechos do horário eleitoral do último sábado. Nele, Aécio exalta seu desempenho em pesquisas de intenção de voto e dá destaque ao discurso do "voto útil contra o PT".

Em outro trecho repetiu promessas dirigidas às eleitoras, falou do tema de segurança pública e ofereceu sua experiência para livrar seus filhos do perigo do crime. "É para você, mãe, mulher, que eu quero me dirigir neste momento. Quando afirmo que vou cuidar pessoalmente da segurança pública, é porque eu quero que seus filhos fiquem livres do perigo das drogas", afirmou o candidato. / Colaborou Lilian Venturini

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