DANIEL TEIXEIRA/ ESTADÃO
DANIEL TEIXEIRA/ ESTADÃO

Na TV, Ciro, Alckmin, Marina e Meirelles pregam contra a polarização entre Bolsonaro e Haddad

Atrás nas pesquisas, candidatos do PDT, do PSDB, da Rede e do MDB se apresentaram como nomes viáveis para o segundo turno da disputa ao Planalto

Gilberto Amendola, O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2018 | 14h17

No penúltimo programa eleitoral gratuito das eleições 2018, candidatos à Presidência da República pregaram contra a polarização entre o PT e Jair Bolsonaro (PSL) e tentaram se apresentar ainda como nomes viáveis para o segundo turno. 

Ciro Gomes (PDT) repetiu o que  tem dito nos últimos dias de campanha – que não é "PT ou antipetista" e que o eleitor não pode se dividir entre aqueles que "votam no Bolsonaro para evitar o PT ou aqueles que votam no PT para evitar Bolsonaro". Ciro também exibiu pesquisas que mostram que ele é o candidato que venceria Bolsonaro no segundo turno com mais facilidade.

O horário eleitoral do PSDB trouxe a candidata a vice na chapa de Geraldo Alckmin, Ana Amélia (PP), pedindo um voto sem raiva e de cabeça fria. "Se não quer o PT de volta, o voto certo é Geraldo Alckmin", disse. Ela também advertiu:"Presidente sem apoio cai (...) O Brasil precisa de esperança e não de medo". 

Alckmin voltou a ser apresentado como um "especialista em derrotar o PT" e como o candidato que pode derrotar os radicalismos de direita e esquerda. O programa também lembrou que as eleições presidenciais estão sujeitas a grandes viradas nos últimos dias – e recordou 2014, eleição em que o então candidato Aécio Neves ultrapassou Marina Silva (Rede) nos últimos dias.

Os programas de Maria e Guilherme Boulos (PSOL) seguiram a mesma linha – pedindo que eleitores não votem com ódio e nem com medo. Já Henrique Meirelles (MDB) lembrou que "muitos estão votando em um candidato para evitar que o outro ganhe"  e disse que ele "não divide o mundo entre aqueles que gostam ou não gostam do PT e do Bolsonaro".

O horário eleitoral de Haddad seguiu o padrão dos últimos dias. O candidato denunciou fake news, falou do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que também apareceu em dando um testemunho, e afirmou que "urna não é o lugar de depositar ódio, mas é um lugar de depositar esperança".

No programa desta quinta, Bolsonaro se colocou como o candidato antissistema. "O sistema não quer Bolsonaro, mas o povo quer", disse a voz em off do programa.

 

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